
O escritor, Sérgio Sant’Anna, morreu neste domingo (10), aos 78 anos, vítima de contaminação pelo coronavírus. Ele estava internado no hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, desde o domingo (3).
A irmã do escritor, Sônia Sant’Anna, confirmou a morte de Sérgio nas redes sociais e lamentou a perda. No sábado (9), ela havia publicado que o irmão apresentava sintomas de melhora pela Covid-19 com “situação pulmonar estável”, embora ainda não tivesse recuperado a consciência. “Ele ficará muito contente, ao se recuperar, ao saber como vocês gostam dele.”
Sérgio era escritor e considerado um dos principais cronistas do Brasil. Ele foi vencedor de quatro prêmios Jabuti, sendo um deles pelo livro “O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro”, três troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e uma vez pela Biblioteca Nacional. Sua obra foi traduzida para o alemão, italiano, francês e tcheco, também adaptada para o cinema.
Nas redes sociais, amigos, familiares e admiradores lamentaram sua morte.
Ninguém andava mais indignado com o estado fascista das coisas do que Sérgio Sant’Anna. Mestre da ficção, perguntava como chegamos à realidade bolsonarista. Lá se foi o artista do conto brasileiro, como em um voo na madrugada, vítima de coronavírus. Descanse em paz
— xico sá (@xicosa) May 10, 2020
