
Frederick Wassef, advogado que representa o presidente Jair Bolsonaro e o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, afirmou aos jornalistas nesta sexta-feira (22) que “jamais existiu interferência de Bolsonaro na Polícia Federal”.
Além disso, defendeu Flávio, dizendo que a tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de recomeçar a investigação que apurou o vazamento de informações por parte de agentes da PF na operação da Furna da Onça é “uma perseguição política”.
“Em 95% dos casos o MPF acompanha as investigações. Hoje estão querendo começar novamente uma investigação que já foi encerrada. Não existe nada contra o senador Flávio Bolsonaro, o nome disso é perseguição política, uso da máquina pública para perseguir o filho do presidente”, declarou.
Desarquivamento
O MPF solicitou o desarquivamento de um inquérito policial que já tinha apurado o vazamento de informações por parte de agentes da Polícia Federal na operação da Furna da Onça, que aconteceu em 2018 e investigou a prática de rachadinhas na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e no gabinete do atual senador Flávio. Na época, o caso foi arquivado após a Polícia Federal informar que não houve indícios da suspeita.
O pedido foi feito após o empresário Paulo Marinho ter denunciado que o senador, de quem é suplente, recebeu informações privilegiadas sobre a operação da Polícia Federal Furna da Onça, que teve o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, como um dos alvos.
Interferência na PF
O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello decide até às 17h desta sexta-feira (22) sobre a liberação parcial ou total do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril.
O encontro foi citado pelo ex-ministro Sergio Moro no depoimento em que ele indica interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Presidente da República teria dito que seus parentes “sofrem perseguição” e que, por isso, substituiria a superintendência do Rio.
