Cidade na Coreia do Sul pode ter tido 27 vezes mais casos de coronavírus do que foi diagnosticado, diz estudo

Um homem usando uma máscara facial contra a propagação do novo coronavírus tem sua temperatura medida no prédio do Sejong Arts Group em Seul, na Coreia do Sul, nesta terça-feira (21) — Foto: Lee Jin-man/AP 1 de 2
Um homem usando uma máscara facial contra a propagação do novo coronavírus tem sua temperatura medida no prédio do Sejong Arts Group em Seul, na Coreia do Sul, nesta terça-feira (21) — Foto: Lee Jin-man/AP

Um homem usando uma máscara facial contra a propagação do novo coronavírus tem sua temperatura medida no prédio do Sejong Arts Group em Seul, na Coreia do Sul, nesta terça-feira (21) — Foto: Lee Jin-man/AP

Uma pequena pesquisa sul-coreana com pessoas sem histórico de Covid-19, mas vivendo na cidade com mais casos, mostrou que aproximadamente 1 em cada 13 tinha anticorpos para o novo coronavírus, indicando que o vírus pode ter se espalhado mais do que se pensava.

Segundo o estudo, com base na pesquisa, cerca de 185.290 pessoas poderiam ter contraído o vírus na cidade de Daegu, que é a quarta maior cidade do país, com uma população de 2,5 milhões.

“Foi estimado que o número de casos não diagnosticados pode ser 27 vezes superior ao número de casos confirmados com base nos testes de PCR em Daegu”, disse o estudo.

A cidade de Daegu registrou 6.886 casos de coronavírus até 6 de junho, disse o estudo publicado on-line no Journal of Korean Medical Science (JKMS) em 16 de julho, mas anunciado pelo jornal na terça-feira (21) à noite, de acordo com a mídia local.

O estudo realizado entre 25 de maio e 5 de junho acompanhou 198 pessoas em Daegu que não haviam sido testadas para a Covid-19 e descobriu que 15 delas (7,6%) tinham anticorpos.

Essa é uma taxa de infecção muito maior do que a encontrada em uma pesquisa feita no começo deste mês com mais de 3 mil pessoas na Coreia do Sul que excluiu Daegu, na qual apenas uma pessoa mostrou anticorpos neutralizantes para o novo coronavírus.

Foto de março mostra equipe médica em trajes de proteção durante 'drive-thru' montado para realizar testes de coronavírus no Centro Médico da Universidade Yeungnam, em Daegu — Foto: Reuters/Kim Kyung-Hoon/Arquivo 2 de 2
Foto de março mostra equipe médica em trajes de proteção durante ‘drive-thru’ montado para realizar testes de coronavírus no Centro Médico da Universidade Yeungnam, em Daegu — Foto: Reuters/Kim Kyung-Hoon/Arquivo

Foto de março mostra equipe médica em trajes de proteção durante ‘drive-thru’ montado para realizar testes de coronavírus no Centro Médico da Universidade Yeungnam, em Daegu — Foto: Reuters/Kim Kyung-Hoon/Arquivo

As autoridades de saúde pediram cautela sobre o estudo, considerando o pequeno tamanho da amostra e o uso de kits de teste rápido de anticorpos com 92% de especificidade.

“Estimamos que haja mais infecções do que os casos confirmados em Daegu. Estamos conversando com a cidade para realizar testes de anticorpos em cerca de 3.300 pessoas para estimar a quantidade”, disse Jeong Eun-kyeong, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC), em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (22).

Os testes de anticorpos ou sorologia mostram se uma pessoa foi exposta ao vírus. Estudos semelhantes mostraram taxas de infecção variando de 0,1% em Tóquio a 17% em Londres e 5,2% na Espanha.

A Coreia do Sul, uma das primeiras histórias de sucesso em conter o vírus entre os 51 milhões de habitantes após um surto grave em Daegu em março, registrou 13.879 casos e 297 mortes. O país agora enfrenta pequenos mas persistentes grupos de infecções com 63 novos casos relatados na terça-feira.

By Midia ABC

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