
Projeto de lei foi aprovado em 1º votação. Categorias estão preocupadas com os efeitos econômicos da quarentena desde a chegada da pandemia de coronavírus na cidade de SP. Táxi em trânsito na cidade de São Paulo
Marcelo Brandt/G1
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em 1º votação, o projeto de lei que prevê um salário mínimo para taxistas e motoristas de vans escolares durante a pandemia do coronavírus. A votação ocorreu na quarta-feira (12).
O projeto de lei dos vereadores Adilson Amadeu (DEM) e Toninho Vespoli (PSOL) oferece ajuda financeira às categorias para minimizar os efeitos econômicos da crise humanitária.
“Em razão da quarentena, muitos taxistas e motoristas escolares ficaram sem poder trabalhar e levar o sustento para suas famílias. É uma situação dramática, como nunca antes vivemos em nosso país. Não nessa escala”, justificou Amadeu.
O projeto deve retornar a pauta de votações da Câmara Municipal nos próximos dias. Para entrar em vigor, deve ser aprovado pelos vereadores na 2º votação e sancionado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).
“Esse é um PL imprescindível para dar uma colaboração, um auxílio, neste momento tão difícil que os tios e tias do transporte escolar estão enfrentando. Então, vamos continuar pressionando para votar rapidamente em segunda votação, e para que o governo sancione esse projeto”, disse o vereador Toninho Vespoli.
“Apresentei outros projetos também, como um que criava uma renda emergencial para informais e desempregados, mas não houve interesse do governo e da base na Câmara de fazê-lo ir pra frente, e outro para que artistas e profissionais da cultura recebessem um salário mínimo, mas mais uma vez não houve interesse do governo”, acrescentou.
Dificuldades
Taxistas e motoristas de vans escolares são duas categorias que têm manifestado preocupação com os efeitos econômicos da pandemia, desde o início da quarentena na cidade de São Paulo.
Em abril, os taxistas tiveram que encarar a queda da renda com a diminuição de passageiros, além da exposição ao vírus nas ruas da cidade. “Só de 99, eu fazia 12, 13 corridas por dia. Isso e mais os outros aplicativos. Hoje é zero. Nada, nada”, contou Willians Pereira Texeira.
No mesmo mês, a prefeitura suspendia os contratos com as vans do Programa de Transporte Escolar Gratuito. Já em julho, a categoria protestou em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pedindo ajuda financeira enquanto as aulas presenciais não são retomadas.
Motoristas de vans fazem protesto em frente a Assembleia Legislativa na capital
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Vereadores de SP aprovam salário mínimo para taxistas e motoristas de vans escolares durante pandemia


