Comerciantes de gás do Alto Tietê tentam manter preços baixos para atrair consumidor


Entre os dias 22 de maio e 27 de agosto, houve seis reajustes. Durante o período, o botijão de 13 kg ficou R$ 7,51 mais caro. A alta mais expressiva foi a do mês passado, com aumento de 5%. Distribuidoras de gás do Alto Tietê aumentam o valor do produto
O preço do gás de cozinha está mais caro nas refinarias desde agosto deste ano, segundo um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, entre os dias 16 e 22. Em Mogi das Cruzes nas distribuidoras analisadas, o valor mais alto encontrado foi de R$70 e a média de preço foi R$ 67,8.
Já em Itaquaquecetuba, foram analisados 12 postos de vendas. O preço mais alto também foi de R$ 70 e a média de R$ 67,8. Em Poá, das oito distribuidoras, a média de preço foi em R$ 68,63. O botijão variou entre R$ 63 e R$ 70.
Suzano teve o maior valor registrado pela ANP no período, com R$ 72. Mas também teve o valor mais baixo, com R$ 59,99. A média de preço foi de R$ 66,33.
Entre os dias 22 de maio e 27 de agosto, a Petrobras fez seis reajustes, e durante o período, o botijão de 13 kg ficou R$ 7,51 mais caro. A alta mais expressiva foi a do mês passado, com aumento de 5%. Mas o preço deve ficar ainda maior para o consumidor devido ao reajuste anual das distribuidoras, mais um aumento de 1,22%.
Preço de gás de cozinha tem aumento no mês de agosto nas cidades do Alto Tietê
Reprodução/TV Diário
Nas dez lojas que Lucas Ferreira tem em Mogi das Cruzes, as vendas caíram 25% de maio para agora. Com isso, ele reduziu em 30% a quantidade de botijões que pega para distribuir, mas segundo ele ainda está complicado não ficar no prejuízo.
“Tivemos que reduzir a equipe infelizmente, demitimos alguns funcionários e diminuímos os veículos nas ruas. Isso atrapalha a qualidade no nosso serviço, porque não conseguimos mais entregar na mesma velocidade que gostaríamos”, explica Lucas Ferreira.
A Agência Nacional do Petróleo não estabelece um preço fixo para revenda, mas todas as distribuidoras tem a mesma central de compras, que é a Petrobras. A diferença nos preços que é feita por cada distribuidora, e segundo Lucas Ferreira, as empresas menores acabam sendo prejudicadas.
“O mercado de gás hoje tem muita concorrência, e nem sempre as pessoas estão antenados aos números. Então, as vezes acaba sendo praticado números que está fora da nossa realidade. Não tem como cobrir os custos, trabalhar 100% correto, com os preços que a concorrência tem oferecido”, explica.
Tiago Ramalhosa de Almeida trabalha com isso há 20 anos em Mogi das Cruzes. De acordo com ele, esta é a primeira vez que encara tantos aumentos em um espaço curto de tempo.
“Estamos segurando ao máximo, o preço para o consumidor final não ter prejuízo, mas com a pandemia, estamos fazendo isso para ajudar os consumidores que estão conosco há muito tempo”, conta Thiago Ramalhosa de Almeida.
Mesmo com o preço não ajudando, as vendas não diminuíram. Porém, como tem segurado o reajuste para não assustar os clientes, ele tem apostado nas promoções para não ficar com o saldo vermelho. O botijão para entregar que deveria custar R$ 78, está saindo por R$ 70.
“Estamos segurando o valor da época que começou a crise, no início da pandemia. Ainda não passamos nenhum reajuste e estamos trabalhando com o valor antigo. Daqui do bairro, acredito que seja um dos valores mais baixos para ajudar mesmo o consumidor final”, explica Thiago Ramalhosa de Almeida.
Consultas sobre o preço do botijão podem ser realizadas pelo site na Agência Nacional de Petróleo.

By Midia ABC

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