Romeu Zema é oficializado como postulante à Presidência pelo partido Novo

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, foi oficialmente anunciado como candidato do partido Novo à Presidência da República nesta segunda-feira (27). A confirmação ocorreu durante a convenção nacional do partido, realizada em Brasília. Após essa declaração, o candidato concederá uma coletiva de imprensa.

No evento de formalização, Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, elogiou a gestão de Zema em Minas Gerais, destacando seu legado positivo e sua trajetória pública marcada por integridade e competência. “Assim como derrotamos o PT em Minas Gerais, vamos também derrotá-lo no Brasil”, afirmou Ribeiro.

Novo busca alianças e vice

As convenções partidárias têm como finalidade a seleção dos candidatos, cuja lista será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) posteriormente. Essas reuniões também podem ser utilizadas para a escolha de um vice na chapa. Contudo, na prática, os partidos podem apenas ratificar o candidato principal e deixar a definição do vice para a Executiva Nacional. A decisão deve ser oficializada até 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas.

“O nome do meu vice será anunciado no dia 27 próximo, mas a definição ocorrerá depois. Temos até o dia 5 de agosto para realizar as convenções e estamos conversando com diversos partidos que ainda não têm candidato à Presidência, avaliando essas opções”, comentou Zema na última sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Guaíba.

Entre as possibilidades para o cargo de vice está uma aliança com o Podemos, que conta com o empresário mineiro Geraldo Rufino entre seus filiados. Rufino foi mencionado por Zema como um potencial candidato à vice. No entanto, o Podemos tende a manter uma posição neutra na corrida presidencial, o que poderia levar à formação de uma chapa “puro-sangue” dentro do Novo.

Desavenças com o bolsonarismo

Zema deixou claro durante sua pré-campanha que permanecerá na disputa pela Presidência até o fim e afastou a ideia de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, apesar de seu nome ter sido cogitado anteriormente pela equipe do senador para compor a chapa do PL.

Em maio deste ano, após a divulgação de um áudio onde Flávio Bolsonaro requisitava ao banqueiro Daniel Vorcaro pagamentos relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, Zema classificou esse episódio como “imperdoável” e um “tapa na cara”. As declarações geraram reações públicas tanto por parte de Flávio quanto dos membros da família Bolsonaro.

As críticas feitas por Zema também foram contestadas pelos diretórios do Novo nos estados do Paraná e Santa Catarina. Esses diretórios possuem alianças regionais com candidatos do PL e consideraram as declarações do ex-governador precipitadas. Em junho, a direção catarinense cancelou um convite para que Zema participasse de um evento da sigla e indicou que poderia se opor à sua candidatura à Presidência.

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Candidatura sem impulso

Atualmente, Zema está aquém das lideranças nas pesquisas eleitorais. Na pesquisa Indexa publicada em 21 de julho pelo Broadcast Político, o ex-governador obteve apenas 3% das intenções de voto, empatado numericamente com Renan Santos (Missão) e muito atrás de Lula (41%), Flávio Bolsonaro (30%) e Ronaldo Caiado (PSD), que contabiliza 6%. Em um hipotético segundo turno contra Lula, suas intenções de voto somam 32%, enquanto o presidente registra 46%.

A diferença entre ambos é de 14 pontos percentuais. Quando questionado sobre esse cenário eleitoral desfavorável, Zema costuma afirmar que não se preocupa com isso, lembrando que em sua primeira eleição ao governo mineiro em 2018 ele só conseguiu se tornar competitivo na semana anterior ao primeiro turno.

Veja vídeo: 

By Midia ABC

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