Na última terça-feira (13), Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, anunciou que mudará seu voto e apoiará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6 por 1. A decisão, segundo ele, foi motivada por uma demanda da “maioria da população”. A votação está agendada para amanhã (14) no Senado.
“Estou percorrendo o Brasil e percebo que a maioria dos trabalhadores deseja o fim da jornada 6 por 1. Portanto, votarei a favor dessa mudança. No entanto, defendo uma alternativa ainda mais vantajosa: gostaria que os trabalhadores tivessem a liberdade de organizar sua própria escala de trabalho”, afirmou Flávio após se reunir com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio também ressaltou que é responsabilidade do governo suprir possíveis perdas financeiras dos empresários. “Quem arcará com essa conta será o governo, pois os empresários estão sobrecarregados. O governo precisará fornecer essa compensação, já que reduzir a carga horária exigirá a contratação de mais funcionários”, declarou.
Até recentemente, Flávio criticava a PEC que propunha o fim da escala 6X1 e defendia um modelo alternativo baseado na remuneração por hora trabalhada. “O governo Lula não tomou nenhuma iniciativa durante seus quatro anos no poder. Agora, em plena campanha do segundo turno, ele tenta fazer algo oportunista acreditando que isso lhe trará votos”, comentou na semana passada.
Essa declaração ocorreu após Flávio receber autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para visitar seu pai novamente. Essa liberação veio após o término do período de 90 dias de restrições impostas pelo ministro devido ao descumprimento de medidas cautelares. Em 11 de julho, Jair escreveu uma carta apoiando a candidatura de Flávio, que foi lida ao vivo pelo candidato.




