O Perigo Oculto da Insulina no Fisiculturismo: Atração Fatal pelo Hormônio entre Atletas

O falecimento de Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador, ocorrido no último sábado (23), aos 22 anos, gerou um amplo debate sobre o fisiculturismo. Um dos principais tópicos discutidos é a utilização de substâncias, em especial a insulina, como suporte para a prática esportiva.

Até o início da manhã desta segunda-feira (25), a causa da morte de Ganley ainda estava sob investigação. A confirmação do que levou ao óbito depende dos resultados das análises técnicas em andamento.

O debate sobre o uso de insulina por atletas ganhou força após a divulgação de um áudio que supostamente foi gravado por um amigo do influenciador. Neste áudio, é mencionado que Ganley teria feito uma aplicação de insulina na sexta-feira (22), véspera do dia em que foi encontrado sem vida.

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Entendendo o uso da insulina no fisiculturismo

Dentro do universo do fisiculturismo, o uso de anabolizantes é um tema frequentemente polêmico. Isso inclui esteroides, diuréticos, estimulantes e também a insulina.

A insulina é um hormônio anabólico responsável pela regulação dos níveis de açúcar no sangue. Produzida pelo pâncreas, sua função principal consiste em auxiliar as células do organismo na absorção da glicose presente na corrente sanguínea. Quando essa produção natural falha ou ocorre resistência ao hormônio, medicamentos se tornam necessários, especialmente em casos de diabetes.

No contexto do fisiculturismo, a insulina atua de maneira diferenciada. Ela favorece a absorção dos aminoácidos e da glicose pelas células musculares, contribuindo para a reparação e o crescimento muscular. Essa informação foi corroborada por um estudo publicado no PubMed Central (PMC) da National Library of Medicine (NLM), vinculado aos National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos, em 2023.

Contudo, especialistas alertam que o uso de insulina com fins estéticos não é recomendado e pode trazer sérias consequências à saúde. Segundo a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), vinculada ao Ministério da Saúde, “o uso indiscriminado pode levar à hipoglicemia e resultar em morte em poucos segundos”.

Além disso, não é apenas o uso contínuo que gera riscos; segundo essa autoridade, até mesmo uma única aplicação pode desencadear uma grave hipoglicemia “que pode culminar na morte em um curto espaço de tempo”.

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A hipoglicemia e seus riscos mortais

A hipoglicemia se caracteriza pela queda excessiva dos níveis de glicose no sangue. Embora seja uma condição comum em pessoas diabéticas, esse efeito colateral se apresenta como o principal risco associado ao uso indiscriminado da insulina entre atletas, conforme apontado pelo Ministério da Saúde. Os sintomas incluem desmaios e convulsões e podem levar à morte.

Sintomas mais comuns da hipoglicemia incluem:

  • tremores;
  • ansiedade e nervosismo;
  • sudorese intensa;
  • irritabilidade;
  • confusão mental;
  • taquicardia;
  • tontura;
  • sede extrema;
  • sonolência;
  • dificuldade visual;
  • dores de cabeça;
  • sensação de formigamento nos lábios e língua;
  • fraqueza muscular;
  • alterações emocionais como raiva ou tristeza;
  • perda de consciência;
  • convulsões;
  • pesadelos ou choro durante o sono;
  • dificuldade motora.

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A resistência à insulina

O uso excessivo ou contínuo da insulina pode levar à resistência ao hormônio, conforme indicado pelo estudo publicado na PMC. Nessa situação, as células tornam-se menos sensíveis aos efeitos da insulina, resultando no aumento dos níveis de açúcar no sangue e potencialmente contribuindo para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educacional. Em caso de sintomas ou dúvidas, recomenda-se consultar um profissional da saúde.

A legalidade do uso da insulina

Em nível internacional, incluindo o Brasil, é proibido utilizar insulina (IFG-1 e outros) para fins relacionados ao aumento muscular. Essa proibição está estabelecida na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2026.

Essa lista é divulgada pela Agência Mundial Antidoping (AMA/Wanda) e integra os padrões internacionais obrigatórios definidos pelo Código Mundial Antidoping. O regulamento estabelece quais substâncias são vedadas tanto nas competições quanto fora delas e inclui aquelas proibidas em modalidades esportivas específicas.

Assim sendo, apenas atletas que comprovadamente necessitam dessas substâncias por razões médicas podem solicitar uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT).

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A trajetória de Gabriel Ganley

Gabriel Ganley começou sua jornada nas redes sociais promovendo um estilo de vida baseado no fisiculturismo natural, que não envolve hormônios. No entanto, recentemente ele passou a discutir abertamente o uso de recursos ergogênicos para acelerar resultados em seu treinamento. Apesar das especulações acerca das causas do seu falecimento, essas informações ainda não foram divulgadas oficialmente.

Recursos ergogênicos são tratamentos projetados para melhorar o desempenho físico e podem incluir abordagens farmacológicas, nutricionais ou psicológicas.

Recentemente ele era patrocinado pela empresa Integral Médica, que confirmou sua morte através das redes sociais.

De acordo com sua mãe, a perda foi uma fatalidade inesperada. O velório ocorrerá nesta segunda-feira em uma cerimônia restrita a amigos e familiares.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educacional. Em caso de sintomas ou dúvidas relacionadas à saúde, recomenda-se buscar orientação profissional.

By Midia ABC

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