1 de 1Ocorrência foi registrada na Delegacia Participativa da Polícia Civil — Foto: Stephanie Fonseca/G1
Ocorrência foi registrada na Delegacia Participativa da Polícia Civil — Foto: Stephanie Fonseca/G1
A Polícia Civil investiga um caso suspeito de estupro seguido de lesão corporal registrado na madrugada desta quinta-feira (23), no Parque Residencial Mediterrâneo, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, uma mulher contou ter sido estuprada por um homem desconhecido em uma residência no bairro.
Ainda conforme o registro policial, parentes da suposta vítima agrediram com pauladas na cabeça o homem suspeito de cometer o estupro, o que lhe causou ferimentos.
A Polícia Civil não divulgou as idades dos envolvidos.
Policiais militares foram acionados durante a madrugada para o atendimento de uma ocorrência de agressão no bairro, onde o homem estaria com ferimentos na cabeça, e depois que chegaram ao local tiveram outra informação de que uma mulher alegava que havia sido estuprada.
A mulher contou aos policiais que estava em um bar assistindo a um jogo e que, depois disso, ao chegar em sua casa e tentar abrir o portão do imóvel, foi agarrada pelos cabelos e levada até uma residência nas proximidades por um homem desconhecido.
Ela ainda alegou que o homem a levou até um quarto, retirou-lhe as roupas e, em seguida, a estuprou, praticando sexo sem consentimento.
A mulher disse que, quando o homem tentou pegá-la por trás, acabou entrando em luta corporal com ele e machucou a mão direita.
Quando chegou em sua casa, a mulher contou aos seus familiares – filha e neto – que havia sido estuprada e eles foram até a residência do homem, onde o agrediram com um pedaço de pau.
Já o homem disse aos policiais que estava em um bar e que quando voltava para a sua casa foi seguido pela mulher. Ele também alegou que “trocaram umas ideias” e que convidou a mulher para ir até a sua casa. Quando chegaram à residência, segundo a versão apresentada pelo suspeito, ambos fizeram sexo, mas tudo com o consentimento da mulher. Ainda segundo a versão do homem, a mulher foi embora do local, após a prática do sexo, e ele dormiu.
O homem disse que foi acordado quando estava sendo agredido por familiares da mulher, que diziam ter ele a estuprado. Ainda segundo o homem, foi o neto da mulher quem lhe golpeou com um pedaço de pau, o que lhe causou ferimentos na cabeça.
Ele ainda pontuou que, se a mulher tivesse gritado por socorro, alguém da casa teria ouvido, pois seus pais e irmão estavam no imóvel.
O homem também detalhou que foi mordido pela mulher na boca e no peito e reiterou que o sexo entre ambos foi consensual.
Os policiais perceberam que tanto o homem como a mulher aparentavam terem consumido bebida alcoólica e que as versões apresentadas estavam “meio confusas”, pois cada um alegava uma história diferente.
De acordo com a Polícia Civil, “a dúvida que paira sobre os fatos é se tal relação sexual foi forçada ou consensual”.
A Polícia Civil decidiu registrar o caso com o objetivo de conseguir “uma melhor individualização de condutas”, a fim de que a autoria e a materialidade “restem bem delineadas e desprovidas de dúvidas”.
Foram requisitados laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML).
Ninguém foi preso.
