
Gestão municipal realizou 1000 entrevistas por telefone entre os dias 31 de julho e 1° de agosto. Segundo levantamento, 46% dos entrevistados defendem reabertura após a vacina e 32% somente em 2021. Escola municipal professor Pastore, na Zona Sul de SP
Reprodução/Instagram
Uma pesquisa realizada pela Prefeitura de São Paulo aponta que 78% dos pais de alunos da rede municipal são contra a volta às aulas na cidade.
Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados defendem que as escolas deveriam ser reabertas quando tiver vacina contra o coronavírus e 32% dos ouvidos acreditam que a reabertura deveria ocorrer somente em 2021.
De acordo com o levantamento, 71% das famílias afirmam preferir que os estudantes fiquem em casa, acompanhando o conteúdo escolar à distância.
O mapeamento foi feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), a pedido da gestão municipal, entre os dias 31 de julho e 1° de agosto. Foram realizadas 1000 entrevistas por telefone.
Legislativo
Nesta quarta-feira (5), a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou em 2º turno o projeto de lei substitutivo, enviado pelo prefeito, Bruno Covas (PSDB) à Casa, que estabelece as medidas para o retorno às aulas na capital paulista. O projeto não define uma data para a volta às aulas presenciais.
A proposta recebeu 32 votos favoráveis e 17 contrários e segue agora para sanção do prefeito, o que deve acontecer nos próximos dias.
Entre as medidas previstas no texto do projeto aprovado estão:
Aprovação automática de todos os alunos de todas as séries, com 25% deles estudando em horário integral para reforço escolar;
Aulas extras de recuperação para todas as séries, fora do turno em que o estudante está matriculado;
Ampliação da permanência do aluno na escola por opção ou indicação da Secretaria Municipal de Educação;
Pagamento de vagas na rede privada, para conseguir absorver a demanda de alunos que tenham deixado a rede particular;
Autorização para a Prefeitura contratar emergencialmente professores e auxiliares técnicos temporários para substituir servidores afastados por causa da pandemia;
Repasse de verba em parcela única para aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
Implementação do Programa de Saúde do Profissional da Educação com a finalidade de acompanhar os servidores no retorno às aulas, prestando o auxílio psicológico, psiquiátrico ou outro auxílio especializado que se faça necessário para a recuperação do servidor e retomada das funções.
Resolução
O Conselho Municipal de Educação prepara uma resolução para dar aos pais a escolha de mandar ou não os filhos para as escolas, por meio da assinatura de um termo de compromisso.
“Ele [o responsável] vai ter que assinar um termo tanto se a criança voltar, quanto se a criança ficar com a educação domiciliar. Ele sempre vai ter que assinar um termo. Mas é importante pra Prefeitura e pra Secretaria de Educação ter esse termo porque ela tem que se planejar, ver quantas crianças não vão voltar e aí ela vai ter que fazer um planejamento para acompanhar essas crianças em casa”, afirmou a presidente do conselho, Rose Neubauer.
Com a resolução, os pais e alunos que não retornarem às aulas presenciais durante a quarentena não receberão falta e poderão continuar acompanhando os conteúdos à distância. Por lei, crianças entre 4 e 5 anos precisam estar matriculadas na escola e precisam ter uma frequência mínima de 60% para passar de ano. Para alunos dos ensinos fundamental e médio, a frequência obrigatória é de 75%. A medida deve valer para escolas públicas e particulares na cidade de São Paulo.
Em entrevista à GloboNews na última segunda-feira (3), o secretário Bruno Caetano declarou que o retorno das aulas presenciais na cidade de São Paulo segue sem data definida, mas não deve ocorrer no dia 8 de setembro, conforme previsão estabelecida pelo plano do governo estadual.
“Para ser dia 8 [de setembro], a Saúde tem que dar a orientação. Mas pode ser e é muito provável que não seja no dia 8 de setembro. Ainda não há nenhuma data. A Secretaria [Municipal de Educação] segue se preparando para, quando a Saúde autorizar, estar tudo em ordem”, afirmou Caetano.
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78% dos pais são contra reabertura das escolas, aponta pesquisa da Prefeitura de SP
