Agricultores do Alto Tietê buscam consumidor final para vencer crise na pandemia


Grande parte dos produtores vendia para restaurantes que tiveram atividades suspensas ou reduzidas por conta do isolamento social. Dia do Agricultor homenageia produtores do Alto Tietê
O Alto Tietê é conhecido como o cinturão verde do Estado de São Paulo. Na região a produção é variada e engloba verduras, legumes e frutas.
Nesta terça-feira (28), se comemora o Dia do Agricultor. Mas com o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, os produtores rurais não têm muito o que comemorar.
Quem vende para restaurantes viu as vendas despencarem. Mas como sempre, o agricultor arregaçou as mangas e foi em busca de novos consumidores. “A gente trabalha com restaurante. Então, todos os restaurantes fecharam e o que aconteceu é que a gente abriu um novo campo. A gente começou a fazer para consumidor final foi aí que a gente começou a controlar. Mas mesmo assim tá bem difícil ainda”, explica a agricultora Eliane Garcia de Oliveira.
Agricultores do Alto Tietê encontraram na venda direto ao consumidor uma forma de minimizar os prejuízos causados pela pandemia
Reprodução/ TV Diário
A produção dela fica em um sítio na Estrada Keida Harada em Suzano. Ela já chegou a produzir por dia 1 mil quilos de alface, rúcula, tomate, enfim, tudo que vai na salada. Os restaurantes eram os principais compradores.. Eliane começou como encarregada no mesmo sítio há 15 anos e agora aluga o local para produção própria.
Para fazer parte da produção, ela conta que faz questão de empregar mais mulheres. Roseli Bispo trabalha na propriedade há dois anos. “É maravilhoso. São mulheres guerreiras, são mulheres dedicadas, todas estão sempre naquele empenho. Nós fazemos o melhor. Então é muito recompensador, nós olharmos para o nosso pacote que nós pegamos sujo, lavamos, higienizamos de deixamos próprio para o consumo.”
Em Mogi das Cruzes, o fungicultor Gilberto Almeida Custódio também sentiu os impactos da pandemia. Ele viu as vendas de cogumelos para os restaurantes despencarem. Dos dois funcionários que ajudavam no cultivo, só um ficou. Mas foi neste período que ele descobriu uma nova clientela. “Novos compradores embora não tenham quantidades significativas de produto, mas eles estão demonstrando ser mais constantes. A pessoa que tem o hábito de consumir ela ainda está lá disponível. O que a gente precisava fazer era chegar na mão deles.”
E são estas vendas que tem ajudado a diminuir os prejuízos. Lucro por enquanto, ainda é uma meta a ser atingida. A pandemia reduziu a produção de cogumelos para 60%, mas aumentou as esperanças de quem vive do campo. “Enquanto não abrir o mercado de atacado, eu creio que fazer essa toada para os próximos meses”, afirma Custódio.

By Midia ABC

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