Gestão municipal alega que houve um aumento no número de solicitações por vagas, apenas na quarentena foram recebidos 5.200 novos pedidos. Câmara de Vereadores vota projeto de volta às aulas
A Prefeitura de São Paulo ampliou de 1,5 para 5 km a distância máxima permitida entre a casa e a creche ou pré-escola que o aluno da rede municipal pode ser matriculado. Segundo a gestão municipal, houve um aumento no número de solicitações por vagas, apenas na quarentena foram recebidos 5.200 novos pedidos.
A decisão foi tomada com base em um mapa de calor que mostra a demanda por vaga e onde estão as escolas. Como muitas famílias moram longe das unidades de ensino, a prefeitura pretende pagar o transporte para 5 mil crianças de até 3 anos e 11 meses.
“Claro que quando as aulas puderem retornar, com as condições de saúde restabelecidas, mas com essa ferramenta que é o transporte escolar nós ganhamos a capacidade de abrir novas unidades, sobretudo próximas a comunidades, áreas mais vulneráveis e transportar essas crianças que hoje estão nessas comunidades para equipamentos próximos a essas áreas da cidade”, disse o secretário municipal de educação, Bruno Caetano.
Projeto de Lei
A Câmara de Vereadores de São Paulo começou a discutir nesta quarta-feira (29) o projeto de lei enviado pelo prefeito, Bruno Covas (PSDB), que estabelece as medidas para a volta as aulas na capital paulista. O projeto, que avança em regime de urgência, foi aprovado pelo Congresso de Comissões, e aprovado na discussão em plenário, onde ainda terá de ser votado e aprovado em 2 votações.
A primeira votação começou às 19h20 desta quarta-feira. Se aprovado, o texto vai a segunda votação na quarta (5). Durante o dia, professores realizaram protestos do lado de fora da Câmara, contra a aprovação do texto.
A base do governo defende que o projeto vire lei e afirma que o retorno presencial só será autorizado quando for considerado seguro.
“Estamos fazendo um trabalho preventivo, pra garantir aos nossos alunos da rede quando voltar, se volta esse ano ou volta o ano que vem, que a secretaria de educação se prepare para dar reforço escolar, garantia de saúde aos alunos e professores, aquisição do material escolar, compra de uniforme, e outras ações que visam essas medidas”, afirma o líder do governo Fábio Riva (PSDB). .
Resolução
O Conselho Municipal de Educação de São Paulo está elaborando uma resolução que permite que os pais escolham se vão mandar seus filhos para a escola na volta às aulas após a quarentena. A presidente do conselho, Rose Neubauer, afirma que a resolução deve ser publicada em até 15 dias.
“Ele [o responsável] vai ter que assinar um termo tanto se a criança voltar, quanto se a criança ficar com a educação domiciliar. Ele sempre vai ter que assinar um termo. Mas é importante pra Prefeitura e pra Secretaria de Educação ter esse termo porque ela tem que se planejar, ver quantas crianças não vão voltar e aí ela vai ter que fazer um planejamento para acompanhar essas crianças em casa”, afirma Rose.
Para o especialista em educação, Fernando Cassio, a resolução vai criar uma desigualdade no aprendizado.
“Ela justamente cria a diferenciação entre os estudantes. quer dizer: o estado garante que você vai ter a mesma qualidade e oferta para quem está no regime presencial e para que está no regime online?Quando se produz um termo como este, o estado reconhece que não tem condições, que nem ele próprio tem condições de garantir a segurança e quer transferir a responsabilidade por alguma coisa que possa acontecer, contaminação, etc, para as famílias. isso é inadmissível”, afirma Cassio.
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Prefeitura de SP amplia de 1,5 para 5 km a distância máxima permitida entre creche e casa de aluno
