
Segundo a gestão municipal, 360 mil alunos poderão fazer cadastramento no site da Secretaria de Educação até 9 de agosto para obter o benefício. Volta às aulas ainda não tem data marcada na capital
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (30) que vai ampliar a distribuição do vale-alimentação para todos os alunos da rede pública municipal de ensino.
Segundo o prefeito Bruno Covas, o cartão será enviado para às escolas dos alunos, que entrará em contato com a família para que eles possam retirar o benefício.
O cadastro do aluno pode ser feito pelas famílias através do site da Secretaria Municipal de Educação: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/cartao-merenda/
“Os alunos que ainda não estão recebendo, a partir de hoje eles podem se cadastrar no site da Secretaria Municipal de Educação. Eles terão até o dia 9 de agosto para poder fazer esse cadastro”, explicou o prefeito.
Prefeito Bruno Covas durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 30 de julho
Reprodução/TV Globo
O projeto inicial era atender apenas os alunos cadastrados no Bolsa Família. Em junho, a gestão municipal divulgou a ampliação para mais 250 mil alunos. A restrição também chegou a ser questionada por diretorias de ensino e pela Justiça.
De acordo com a gestão municipal, das 960 mil crianças matriculadas na rede, 600 mil receberam o cartão alimentação para substituir a merenda por terem cadastro na assistência social como vulneráveis.
Segundo Bruno Covas, a partir desta quinta (30), todas as famílias com filhos matriculados na rede municipal poderão solicitar o cartão, mesmo sem estarem no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania.
Durante a coletiva, Bruno Covas também anunciou a entrega da segunda edição do caderno “Trilhas de Aprendizagem”, elaborado por educadores da rede municipal para o ensino à distância.
Mudanças nas regras do cartão
Inicialmente, o programa criado para oferecer alimentação aos estudantes durante a quarentena previa o atendimento exclusivo às famílias em situação de extrema pobreza e cadastradas no Bolsa Família.
Em abril, a Defensoria e o Ministério Público conseguiram na Justiça que os governos estendessem a alimentação escolar a todos os estudantes da educação básica, pois o estado e município continuam recebendo as verbas do Plano Nacional de Alimentação Escolar, pago pelos estudantes.
À época, o prefeito Bruno Covas e o governador João Doria (PSDB) recorreram da decisão e foram atendidos pelo Tribunal de Justiça, que suspendeu a obrigatoriedade dos governos de fornecerem alimentação para todos os estudantes da educação básica.
No entanto, um grupo de diretoras de escolas se mobilizou para pressionar a gestão a ampliar o benefício para todos os estudantes. A gestão Bruno Covas, então, decidiu incluir em junho ao menos as famílias que estão no CadÚnico, totalizando 619 mil crianças atendidas.
‘Merenda depositada’
A suspensão gradual das aulas nas escolas da cidade de São Paulo começou no dia 16 de março e todas as unidades foram fechadas no dia 23 do mesmo mês.
No início da pandemia, a Prefeitura de São Paulo estudou maneiras de fornecer a merenda para os alunos afastados das escolas municipais, trabalhou com a possibilidade enviar cestas básicas para as famílias, mas optou por transferir recursos.
No dia 2 de abril, a gestão Bruno Covas começou a distribuição do vale-alimentação para as crianças que perderam a merenda escolar com a suspensão das aulas presenciais.
Os alunos de creches municipais recebem R$ 101 por mês, os estudantes do ensino infantil, R$ 63, e, do ensino fundamental, R$ 55.
Os valores são creditados nos cartões dos alunos no dia 4 de cada mês e podem ser utilizados em 40 mil supermercados. Os créditos são renovados mensalmente enquanto as aulas estão suspensas.
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Prefeitura de SP abre cadastro de ampliação do vale-alimentação para alunos da rede municipal; veja como se cadastrar
