
Thiago Henrique dos Santos é gerente de eventos na Universidade de Oxford, que está produzindo e testando uma das vacinas contra a doença. Mogiano é voluntário para teste de vacina de Oxford contra Covid-19
Um mogiano está entre os voluntários do teste da vacina de Oxford contra a Covid-19. Thiago Henrique dos Santos mora na Inglaterra e trabalha na universidade onde estão sendo feitos os testes.
No mundo inteiro, são mais de 50 mil voluntários, que são tão importantes quanto o próprio estudo. Entre eles está Santos, que deixou Mogi das Cruzes para trabalhar fora do país. Para ele, ser voluntário da vacina contra o novo coronavírus é motivo de orgulho.
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“Foi perguntado se algum funcionário que não estava na faixa de risco e que não tinha problemas com comorbidade poderia ser voluntário, o que seria muito importante para o desenvolvimento da vacina. Eu achei muito importante e louvável, porque é simples só chegar e tomar a vacina, mas ninguém quer saber de como funciona por trás de tudo”, disse Santos, que é gerente de eventos na Universidade de Oxford.
Thiago falou também sobre o sentimento dos familiares no Brasil quando contou que seria um dos voluntários da vacina.
“Meus familiares ficaram muito satisfeitos, felizes e orgulhosos dessa iniciativa. Eu confio plenamente na medicina daqui, nos cientistas que estão estudando. A maior parte deles eu conheço, porque estamos sempre nos vendo ou nos falando da universidade. É muito bom fazer parte disso”.
Mogiano, Thiago é um dos voluntários da vacina de Oxford
Reprodução/TV Diário
Atualmente, são muitas as vacinas que existem, contra gripe, sarampo, febre amarela, entre outras doenças. Mas apenas nos últimos meses é que muitas pessoas se deram conta da importância delas em suas vidas. Hoje, a corrida pela vacina contra a Covid-19 é a mais esperada em todo o mundo. No Brasil, existem quatro vacinas em fase de testes, entre elas a de Oxford.
Segundo a diretora do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena e investigadora da Unifesp, Sue Ann Costa Clemens, a vacina de Oxford começou a ser testada em seres humanos no início de abril.
“Na última década, houve um avanço tecnológico muito grande no que diz respeito ao desenvolvimento de vacinas. E essa vacina, em específico, utiliza uma plataforma nova. É como se fosse um cavalo de troia. Deleta-se o gene replicante do adenovírus, então ele não replica, não é infeccioso, e se injeta o material genético que vai codificar a proteína de superfície da coroa do coronavírus. Quando isso é injetado no ser humano, provoca uma resposta imune contra aquela proteína da Covid”.
Ela explica que, para ser aplicada na população, a vacina passa por quatro fases. No caso dos voluntários, depois de receberem a dose, eles continuam sendo acompanhados por um ano.
“Em relação ao protocolo de estudo, o nosso protocolo no Brasil, assim como no Reino Unido, é de 12 meses. Então, o voluntário que entra no estudo vai ser seguido com qualidade e todo o rigor médico e clínico por 12 meses. Agora, para se provar a eficácia, nós esperamos que seja antes. Espera-se que, com uma taxa de infectividade elevada nos países em que elas estão sendo testadas, que nós possamos provar isso até o final do ano, e que um registro chegue para nós por volta do fim do ano para que possamos aplicar a vacina na população no início do ano que vem”, disse.
“Mas o estudo continua. Prova-se a eficácia, mas todo mundo vai ser seguido por 12 meses, porque precisamos ver qual é a persistência dos anticorpos que a população vai desenvolver. Se eles duram meses, um ano. Então a gente segue por um ano para termos essas respostas para a população”, completou.
Porém, se a vacina ainda não está disponível para a população, o jeito é se prevenir.
“A gente tem que procurar se proteger. Usar máscara, passar álcool em gel, evitar aglomerações. É esse tipo de coisa. Não tem outro jeito”, falou o porteiro Carlos Alberto Peter.
“Temos crianças em casa, pais idosos, então estamos utilizando todos os recursos possíveis. Sair sempre de máscara, chegar em casa e trocar de roupa. Tomamos todos os cuidados possíveis para evitar a proliferação do vírus”, comentou o supervisor Fernando Dias.
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Mogiano que mora na Inglaterra é um dos voluntários da vacina de Oxford contra a Covid-19: ‘Achei algo muito importante e louvável’
