Centro médico estadual é referência em saúde da mulher. Governo diz que retomará consultas e procedimentos em agosto. Mulheres falam da dificuldade de marcar consulta no Pérola Byington
Pacientes do Hospital Pérola Biyngton têm enfrentado dificuldades para conseguir atendimento e não conseguem marcar consultas e cirurgias desde o início da pandemia. Estimativas do Ministério da Saúde apontam que, em 2020, quase 80 mil brasileiras vão desenvolver câncer de mama, útero ou ovário.
O Pérola Byngton é referência no atendimento a mulheres e tem entre seus objetivos principais o tratamento do câncer ginecológico e de mama, além de atender vítimas de violência. A unidade oferece assistência médica, hospitalar e ambulatorial e é referência na capital e na Grande São Paulo.
A Giselda é moradora da Vila Zilda, na Zona Norte, e em 2015 descobriu que tinha um mioma, que é um nódulo benigno, mas que pode causar bastante dor e sangramento. No início desse ano ela recebeu a indicação da cirurgia. Mas até agora não conseguiu ser atendida e nem marcar a operação.
Os últimos exames feitos pela Giselda em janeiro deste ano mostram que os medicamentos não fizeram efeito e o mioma já está com 4 cm. O encaminhamento dela para remover o mioma por cirurgia foi feito pela médica em abril. Mas até agora ela não conseguiu ser atendida.
“Não consigo remarcar e eles pedem sempre pára eu religar no final do mês. Eu ligo e é sempre a mesma resposta, não tem agenda. Sinto dor e cólicas fortíssimas, tenho coágulos. Não consigo trabalhar, minha esperança é fazer a cirurgia para ter uma vida normal”. afirma.
Uma moradora da Vila Mariana contou que está com muito medo. Ela não quer se identificar para não prejudicar o tratamento no Hospital Peróla Byington, onde fez um cirurgia por causa de uma suspeita de um câncer no colo do útero. Ela precisa de acompanhamento a cada seis meses mas também não consegue agendar as consultas.
A Secretaria Estadual da Saúde disse que suspendeu os atendimentos de casos menos graves no hospital durante a pandemia para evitar que pacientes com a imunidade mais baixa se contaminem com o novo coronavírus.
O diretor Luíz Henrique Gebrin disse que todas as mulheres que tivessem intercorrências e sangramentos foram atendidas e as cirurgias ginecológicas acabaram sendo feitas.
“Este mês estamos retomando de rotina com mais segurança e convocando aquelas que aguardavam para serem atendidas”, afirmou.
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Pacientes reclamam de falta de atendimento e cirurgias no Hospital Pérola Byington
