Câmara de Campinas vota cessão de área do Complexo Ferroviário para construção de shopping de camelôs


Shopping Popular terá capacidade para 1,2 mil guichês. Votações ocorrem a partir das 9h30 nesta quinta (6), e serviço de estética como atividade essencial na pandemia também está na pauta. Projeto do Shopping Popular para abrigar camelôs em Campinas
Reprodução/Prefeitura de Campinas
A Câmara de Vereadores de Campinas (SP) vota nesta quinta-feira (6) a cessão de uma área do Complexo Ferroviário da cidade para a construção de um centro de compras que vai acolher 1,2 mil camelôs do Centro. O Shopping Popular terá três andares e uma área total de 48 mil m², segundo o projeto de lei complementar (PLC) assinado no dia 29 de julho.
A votação ocorre a partir das 9h30. A proposta é que a área, próxima à Estação Cultura, seja cedida para o Sindicato dos Empreendedores Individuais de Ponto Público Fixo e Móvel de Campinas. Além das lojas, haverá 600 vagas de estacionamento.
A concessão terá um prazo de 17 anos, que pode ser prorrogado por mais dois prazos de 20 anos cada. A obra está estimada em R$ 25 milhões, e a previsão é que seja concluída em dois anos, prorrogáveis por mais dois.
Todo o custo será arcado pelo sindicato da categoria, que pretende fazer uma divisão entre os permissionários.
Foto do projeto do Shopping Popular, que vai reunir camelôs do Centro de Campinas
Reprodução/ Prefeitura de Campinas
Após o término da construção, os camelôs deverão ser realocados em até 30 dias para o novo espaço, e as ruas do Centro onde eles atuavam não poderão mais ser ocupadas por vendedores ambulantes.
“Não é uma doação, porque a área pertence à União e está cedida ao município. A finalidade é construir o shopping popular, atendendo à diretriz definida no termo de cessão da União ao município. A gente estabelece as regras. O sindicato vai ter que fazer o projeto da obra, construir o prédio e remover todos os camelos do centro da cidade”, explicou o secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura, Peter Panutto na data da assinatura do PLC.
Serviços de estética na pandemia
Ao todo, os vereadores participam de 12 reuniões extraordinárias nesta quinta-feira. Além do PLC do Shopping Popular, os parlamentares realizam a votação final do projeto que define como essencial o serviço de estética durante a pandemia do novo coronavírus.
O setor abrange as atividades de cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores.
“A essencialidade das atividades deverá ser considerada para fins de aplicação de qualquer norma regulatória, sanitária e/ou administrativa, em especial as normas que versem sobre a abertura física dos estabelecimentos onde as atividades são executadas.”, informou a Câmara.
Se o projeto for aprovado e sancionado pelo prefeito Jonas Donizette, vai autorizar que os profissionais trabalhem independentemente da fase da pandemia frente ao Plano São Paulo, incluindo a vermelha, a mais severa que prevê a abertura somente de atividades essenciais.
Salões de beleza poderão ser tratados como serviço essencial na pandemia do coronavírus se projeto passar na Câmara
Rosângela dos Santos/Arquivo pessoal
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By Midia ABC

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