
Atividades de internato e estágio curricular estão liberadas em todo estado para os cursos de medicina, odontologia, farmácia, enfermagem e fisioterapia. Equipes de saúde sendo treinadas para atender aos pacientes com coronavírus.
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O governo de São Paulo autorizou nesta sexta-feira (7) o retorno de atividades de internato e estágio curricular em todas as fases do Plano São Paulo para os cursos de medicina, odontologia, farmácia, enfermagem e fisioterapia. A gestão estadual ainda autorizou que regiões que estejam nas fases laranja, amarela e verde também retomem estes cursos um percentual de aulas presenciais, ainda que teóricas.
“É importante que não tenhamos um hiato de formação nessas áreas até porque elas ajudam o sistema único de saúde ajudam fundamentalmente, inclusive, nesse processo de pandemia e fomos procurados por muitas regiões, portanto, a partir de hoje em qualquer fase esses cinco cursos poderão voltar com as atividades de laboratório, de estágio supervisionado, de internato, para que a gente possa garantir a formação médica e já nas fases laranja, amarela e verde com percentual inclusive de aulas presenciais ainda que teóricas.”, disse o secretário estadual de educação, Rossieli Soares.
Atualização das regras para atividades presenciais de cursos da área da saúde.
Divulgação/Governo de SP
Anteriormente, as aulas presenciais só poderiam ser retomadas após a região permanecer por 28 dias seguidos na fase amarela. No início de julho, a gestão estadual anunciou uma exceção apenas para os cursos que dependem de uso de laboratórios e estágios presenciais, com enfoque especial na área da Saúde, desde que a região estivesse há pelo menos 14 dias na fase amarela do plano estadual de flexibilização da quarentena e que as atividades fossem retomadas com até 35% de ocupação.
Reabertura das escolas
O governo de São Paulo adiou a reabertura das escolas públicas e privadas no estado para o dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde desta sexta-feira (7).
“A data foi adiada para 7 de outubro por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus para garantir uma margem de segurança ainda maior para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino e, obviamente, para os seus familiares”, disse Doria.
Entretanto, de acordo com o governador, as escolas públicas e privadas de regiões que estão na fase amarela há 28 dias e desejarem, poderão antecipar a reabertura para reforço escolar e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro.
“A escolha de reabertura para atividades opcionais e reforço a partir de 8 de setembro é uma decisão que cada escola deve tomar através de um processo de consulta que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores”, completou o governador.
Ainda de acordo com Doria, as instituições deverão respeitar o limite do número de alunos em sala de aula e os protocolos sanitários. “O retorno escolar é importante, não somente pelo aspecto educacional, mas também pela questão social e de segurança alimentar”, defendeu Doria.
Durante a coletiva, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, apresentou uma atualização do cronograma de retorno às aulas.
As escolas que estiverem em regiões na fase amarela do plano há 28 dias poderão reabrir para oferecer apoio para recuperação, reforço, tutoria e atividades esportivas.
“O acolhimento, o atendimento individualizado, uma conversa, muitas vezes, salva vidas. Nós já discutimos antes de pandemia, depressão, suicídio em jovens, e esse é um desafio que nós temos dentro das nossas escolas. Não dá para a gente fechar o olho. Temos, sim, que olhar para isso cada vez mais”, disse o secretário.
O retorno deverá observar as regras de distanciamento e capacidade, limitada a 35% para educação infantil e fundamental nos anos iniciais e 20% para Ensino Médio e anos finais.
O secretário também apresentou o novo material que será entregue aos alunos da rede pública para o reforço escolar.
Plano São Paulo
O governo de São Paulo atualizou nesta sexta-feira (7) a situação das regiões no Plano São Paulo de reabertura gradual das atividades econômicas e anunciou que nove regiões avançaram para a fase amarela, que permite o funcionamento de bares, restaurantes, comércio e outras atividades não essenciais. Apenas a Grande São Paulo Oeste foi rebaixada da fase amarela para a laranja.
A classificação das regiões é feita com base em uma divisão do estado realizada no 1º de junho quando o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.
Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:
ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
total de leitos por 100 mil habitantes;
variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
Na fase verde também é considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes;
Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
Fase 2 – Laranja: Controle
Fase 3 – Amarela: Flexibilização
Fase 4 – Verde: Abertura parcial
Fase 5 – Azul: Normal controlado
Reabertura de setores da economia:
Fase vermelha: Permitido o funcionamento apenas de serviços essenciais.
Fase laranja: Também podem reabrir imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings podem reabrir, mas com restrições.
Fase Amarela: Também podem reabrir salões de beleza, bares, restaurantes, academias, parques e atividades culturais com público sentado podem funcionar, mas com restrições.
Fase verde: Também podem reabrir eventos, convenções e atividades culturais com público em pé poderão voltar a acontecer quando houver uma estabilidade de quatro semanas do estado de São Paulo na fase verde (4), também com restrições.
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Governo permite retomada de atividades presenciais de cursos superiores na área da saúde em todas as fases do Plano SP
