Homem preso por estuprar mulheres após oferecer vagas de emprego é transferido para SP


Carlos Antonio de Jesus da Silva foi preso nesta segunda (10) no Mato Grosso do Sul, após fugir de SP. Ele foi identificado pelas vítimas, mas nega as acusações. Suspeito de estupros, que atraía vítimas com promessa de emprego, é transferido para SP
O homem suspeito de cometer pelo menos três estupros após oferecer vagas de emprego a mulheres na cidade de São Paulo foi transferido nesta terça-feira (11) para o 6º Distrito Policial do Cambuci, no Centro da capital paulista, após ter sido preso na segunda-feira (10) em Bataguassu, no interior de Mato Grosso do Sul.
Carlos Antonio de Jesus da Silva, de 50 anos, estava escondido na casa de parentes depois de ter fugido há três semanas de São Paulo. Ele foi transferido para a capital por volta das 16h desta terça e teve a prisão decretada por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
Inicialmente, a polícia tentou ouvi-lo, mas ele se manteve em silêncio. Depois, o suspeito resolveu falar e negou todas as acusações, segundo seu advogado.
Uma mulher que se identificou como filha de Carlos também prestou depoimento nesta terça-feira e afirmou que foi abusada por ele quando tinha 11 anos.
A polícia acredita que ele tenha feito mais vítimas. A orientação é para que caso alguém reconheça o suspeito procure uma delegacia para registrar o caso.
Mensagem para vítimas
Polícia prende suspeito de cometer pelo menos 10 estupros em SP com promessa de trabalho
O criminoso atraía as vítimas oferecendo vagas de trabalho por mensagens de celular.
“Ele me encontrou em frente a um hospital. A gente foi até uma padaria que era em frente.Ele conversou, meio que fez a entrevista comigo, disse que iria ter uma equipe num hotel, que estava tudo certo para a gente fazer uma sessão de fotos”, conta uma das vítimas.
Um vídeo de câmeras de segurança mostra ele e a moça andando juntos na rua, a caminho do hotel no Cambuci, no Centro de São Paulo, onde o estupro foi cometido em outubro de 2019.
A vítima fez boletim de ocorrência e disse às amigas para ficarem atentas se recebessem mensagens com oferta de emprego de algum desconhecido.
Meses depois, em julho deste ano, uma das amigas acabou recebendo uma mensagem muito parecida, do mesmo criminoso, mas que se identificou com outro nome.
Elas avisaram a polícia, que tentou prender o criminoso. Em outro vídeo, Carlos aparece correndo, logo depois de tentar atropelar uma investigadora. O carro dele foi abandonado com as marcas de tiros disparados pela policial.
Dentro do veículo, os policiais encontraram um distintivo falso da Polícia Civil, que o estuprador usava para intimidar as vítimas.
A fuga durou três semanas, até Carlos ser preso nesta segunda-feira.
Ocorrência está sendo investigada pelo DP do Cambuci, onde um dos ataques aconteceu.
Abrahão Cruz/TV Globo

By Midia ABC

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