Empresas de turismo apostam em promoções para atrair clientes após a pandemia


Em março, início da quarentena, 85% das viagens no Brasil foram canceladas. Clientes têm um ano para remarcarem os voos ou pedirem dinheiro de volta. Passageiros aguardam para retirar bagagens no Aeroporto de Cumbica em Guarulhos
Marina Pinhoni/G1
Com a flexibilização da quarentena, o turismo – um dos setores mais afetados pela pandemia – começa a dar sinais de recuperação e tenta, com promoções, atrair os clientes. Muitos estão buscando pacotes para o exterior gastando menos de R$ 1 mil.
Em março, início da quarentena, 85% das viagens no Brasil foram canceladas segundo a Associação Brasileira das Agências de Turismo (Abav).
Para trazer o cliente de volta, algumas empresas apostam em promoções e descontos. Em um site, a passagem área e a hospedagem em Punta del Leste, no Uruguai, sai por menos de R$ 1 mil. Visitar Salvador e Morro de São Paulo sai por R$ 699.
O publicitário Mateus Souza encontrou uma viagem para Miami, nos Estados Unidos, por R$ 900.
“Estava muito barato assim o preço, tinha passagem que estava incluso, e tinha estadia nos Estados Unidos e era tipo quase o mesmo preço de uma passagem aérea aqui para o nacional como ir para o Nordeste”, diz ele.
Levantamento do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil aponta que cerca de 25% dos hotéis brasileiros continuam fechados por causa da pandemia. Em São Paulo, o número é de 20%.
A medida provisória aprovada no Congresso permite que as empresas cancelem as viagens durante a pandemia e o consumidor escolhe se vai remarcar mais para frente ou se prefere o reembolso. A empresa tem até um ano pra fazer a devolução do dinheiro.
Igor Britto, diretor do Instituto de Defesa do Consumidor, diz que é preciso olhar com atenção o contrato destas promoções.
“Muitos fraudadores também se aproveitam da situação para tirar vantagem e às vezes até enganar os consumidores com ofertas absolutamente enganosas as vezes com preços aparentemente irrisórios, mas nas entrelinhas constam alguns outros valores a pagar a mais, ou serviços que não estão cobertos ou até limitações de uso dessas promoções”, diz Britto.
A gerente comercial pagou R$ 2.400 para uma viagem para o Japão que costuma ser valor 10 vezes superior. “Eu não comprei só porque tava barato, eu comprei porque realmente há muito tempo eu queria fazer uma viagem pra fora do país e, quando eu vi essa oportunidade, não quis deixar passar”, diz ela.

By Midia ABC

Veja Também!