Em ato, donos de autoescolas cobram esforços da Prefeitura de Franca para avançar no Plano SP


Desde junho, alta ocupação nos leitos de UTI Covid-19 nas cidades da DRS 8, da qual Franca é sede, mantém região na fase vermelha. Prefeitura diz que faz ‘lição de casa’ para ampliar vagas. Sem poder abrir as portas há quase cinco meses, donos de autoescolas fizeram um protesto nesta quarta-feira (12) em Franca (SP) para cobrar da Prefeitura medidas mais efetivas de combate ao novo coronavírus e que conduzam a cidade ao retorno das atividades econômicas.
Para que os estabelecimentos voltem a funcionar, Franca precisa estar pelo menos na fase laranja do Plano São Paulo.
Pela manhã, o grupo esteve reunido na porta da sede do Executivo, onde foi recebido pelo coordenador de políticas de saúde. Já à tarde, os manifestantes participaram de um buzinaço.
Donos de autoescolas protestam em Franca, SP
Jefferson Severiano Neves/EPTV
Leitos UTI e fiscalização
A cidade faz parte da Diretoria Regional de Saúde (DRS 8) e está na fase vermelha, a mais restrita e que só permite atividades essenciais, desde o dia 26 de junho, por causa dos altos índices de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivas para tratamento de Covid-19.
Só na Santa Casa, hospital de referência para 22 municípios, todas as 27 vagas destinadas aos pacientes graves estão ocupadas nesta quarta-feira, segundo boletim divulgado pela própria instituição.
Juntas, as cidades têm 11,7 leitos para cada 100 mil habitantes, quando o Plano SP estabelece 19 vagas como ideal. Nesta quarta-feira, a taxa de ocupação de UTI na região está em 77,9%.
Pronto-socorro Álvaro Azzuz em Franca, SP
Jefferson Severiano Neves/EPTV
“A gente sabe da dificuldade dos leitos, a gente sabe que o governo do estado disponibilizou respiradores, mas eles não foram implantados ainda. A gente precisa de uma solução real e urgente para não ficar mais 15 dias fechados”, afirma Vicente Barbosa.
Os donos das autoescolas também afirmam que falta fiscalização da Prefeitura para evitar que haja aglomerações até mesmo em serviços essenciais, o que pode facilitar a propagação do vírus.
“Infelizmente, a cidade não tem fiscalização. Da forma como está, com toda essa movimentação, ônibus, supermercados, bancos, a gente nunca vai sair da fase vermelha e vamos ficar mais tempo sem trabalhar”, diz Clayton Campos.
Para reabertura de autoescolas, Franca, SP, precisa estar pelo menos na fase laranja do Plano SP
Jefferson Severiano Neves/EPTV
Segundo Barbosa, os estabelecimentos já se adequaram aos protocolos sanitários exigidos pelo estado para restabelecimento do serviço.
“Nós já providenciamos tanto o álcool em gel dentro da empresa e nos carros, a higienização, as capas dos bancos, máscaras que todos sabem que tem que usar. A gente não gera aglomeração porque os atendimentos são agendados e controlados”, afirma.
Prefeitura
O coordenador de políticas de saúde, Luiz Carlos Vergara, admite que o número de pessoas na fiscalização é insatisfatório.
“Nós temos um contingente pequeno e que às vezes não dá conta de toda a cidade. Fechamos comércios importantes na última semana e isso é a ação da Vigilância”, diz.
Sobre a ampliação dos leitos de UTI, Vergara afirma que a Prefeitura “tem feito a lição de casa para ampliar o número de leitos de UTI”.
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By Midia ABC

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