Moradores do Jardim Algarve, em Itaquaquecetuba, reclamam de vibrações e barulhos provocados por fábricas do bairro


Segundo relatos dos moradores da Rua Alagoas, além do incômodo do barulho, vibrações provocadas pelas fábricas causam rachaduras nas casas. Moradores de Itaquaquecetuba reclamam do barulho das fábricas nos bairros
Moradores da Rua Alagoas, no Jardim Algarve, em Itaquaquecetuba, reclamam da falta de sossego que enfrentam por causa de fábricas do bairro.
Segundo relatos deles, as máquinas não param e quem mora perto sente que é como se elas tivessem dentro das casas, por devido à vibração no chão e nas paredes, além do som alto do maquinário, que incomoda o dia todo.
“É difícil. Estava até comentando com meus filhos que eu preciso fechar a porta para atender o celular, falar ao telefone com minha mãe, meus familiares. Não dá. É muito barulho”, disse a professora Sandra Ribeiro.
E não é só esse o problema. Segundo os moradores, a vibração das máquinas é tão forte que as casas próximas da empresa estão com rachaduras. Elas estão por todos os cômodos, no piso e até nas paredes.
A aposentada Neuza Araújo conta que, de tanto reclamar, um responsável pela empresa até foi à casa dela, mas não adiantou.
“Eu conversei com ele, falei que eles têm todo o direito de trabalhar, mas eles têm que abafar esse barulho. E as máquinas não podem ser grudadas nas paredes da gente”.
Moradores reclamam de barulho de fábricas em bairro de Itaquaquecetuba
Reprodução/TV Diário
Neuza diz que está cansada de procurar uma solução definitiva para acabar com o barulho. “Uma vez eu chamei a Defesa Civil. Eu mostrei a rachadura lá no fundo, e eles falaram que era o piso que estava mal colocado. Mas não foi mal colocado. Ficou tudo oco. Eles têm autorização para funcionar das 6h às 18h, mas é 24 horas. As duas fábricas. De segunda a segunda”.
Ainda segundo os moradores, um trecho da rua está todo esburacado por causa dos caminhões da mesma fábrica. Com tantos problemas, eles esperam pelo menos que a situação do barulho seja resolvido.
“Eu moro aqui faz dois anos, mas o pessoal tem a casa há mais de dez anos, e faz muito tempo que eles sofrem com os barulhos. Nós mandamos mensagem, ligamos. O problema é solucionado temporariamente e depois volta com tudo. A fábrica não pode parar, mas, como temos que dormir, nós precisamos da qualidade. Agora que estou em home office, às vezes o barulho atrapalha a trabalhar. Ou eles mudam os aparelhos para outro local, ou colocam um isolador de som”, falou o analista de implantações Roberto Hiroshi.
A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que não recebeu nenhuma reclamação por parte dos moradores sobre a situação no bairro, mas que irá verificar. Sobre os buracos, a Secretaria de Serviços Urbanos informou que colocou na programação de manutenção de vias, mas não divulgou a data.
O departamento de RH de uma das fábricas, Cooperplast Indústria e Comércio, informou à produção da TV Diário que recebeu a reclamação dos moradores no começo do ano. Algumas medidas já foram tomadas para reduzir os ruídos, como a colocação de uma manta isoladora de som na fábrica e o desligamento das máquinas trituradoras durante a noite, a partir das 20h.
A empresa entendeu que, mesmo assim, o barulho continuou, por isso contratou especialistas em segurança do trabalho para fazer um laudo técnico sobre o barulho. O laudo sai no próximo dia 30. Depois disso, a empresa informou que vai pedir um prazo para a Prefeitura para poder fazer as mudanças necessárias.

By Midia ABC

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