Trecho da Avenida Politécnica próximo à Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste da cidade de São Paulo, tem assaltos frequentes, segundo frequentadores da região. Polícia diz que reforçou o policiamento na área Seis suspeitos são presos após arrastão na avenida Escola Politécnica
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram ladrões parando carros na Avenida Politécnica, Zona Oeste de São Paulo, na quarta-feira (12) à noite, e realizando assaltos. Os bandidos entram na pista e apontam armas, pedindo celulares, dinheiro e carteiras. Alguns dos motoristas tentam fugir do bloqueio, mas não conseguem. Os assaltantes abrem as portas e obrigam as pessoas a descer no meio da avenida. Com medo, duas mulheres saem correndo pela pista.
Na mesma noite, quinze minutos antes do arrastão registrado pelas câmeras, um motorista passou pelo mesmo trecho da avenida e também foi surpreendido por bandidos.
“Um deles apontou a arma direto para frente do carro, do para-brisas. Abriu a porta do lado do motorista e me abordou pedindo dinheiro, celular. Me deram um tapa no rosto assim e eles estavam muito assustados inclusive. Isso me deixou mais assustado mesmo”, disse o homem, que prefere não se identificar.
Na tarde desta segunda (17), a polícia fez buscas em uma favela da região e deteve seis suspeitos do arrastão.
A Avenida Escola Politécnica vai da Marginal Pinheiros até a Rodovia Raposo Tavares e cruza o bairro do Butantã. Ela fica mais perigosa na aproximação com a rodovia, quando os motoristas são obrigados a pisar no freio porque a velocidade máxima cai de 50 km/h para apenas 30 km/h. Neste momento os ladrões se aproveitam para invadir a pista e pular na frente dos carros.
A polícia diz que reforçou o policiamento na área. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo afirma que o patrulhamento foi intensificado e que 41 pessoas foram presas na região do Jaguaré neste ano. Apesar disso, muita gente passa por lá com medo e conhece alguém que já foi assaltado.
“Se eu vejo que o farol tá fechado, lá de trás eu já diminuo a velocidade pra dar tempo de quando eu chegar perto dele ele abrir eu já vazar. Tenho muito medo, principalmente depois das nove e meia já fica muito perigoso aqui”, afirma Antonio Estafone Filho, funcionário dos Correios que passa pela região.
Bandidos fazem arrastões à noite em avenida na Zona Oeste de SP
