64,4% das crianças e jovens que tiveram contato com a Covid-19 na cidade de SP são das classes D e E


A proporção de estudantes infectados nas classes sociais A e B é de apenas 0,4%, segundo pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura de SP. Inquérito sorológico aponta que 16,1% das crianças que residem na cidade de SP já tiveram contato com o coronavírus
Prefeitura de SP
O primeiro inquérito sorológico de crianças e adolescentes da rede municipal de ensino de São Paulo mostra que 16,1% já tiveram contato com o novo coronavírus. A proporção de estudantes que pertencem às classes D e E que já tiveram contato com o vírus da Covid-19 é de 64,4%. A pesquisa, realizada pela Prefeitura de São Paulo, terá quatro fases.
Apenas 0,4% das crianças contaminadas são das classes A e B. “A estimativa de proporção dos escolares segundo a renda familiar residentes no município é a composição de renda das famílias dos estudantes pertencentes à rede municipal: 64,4% das classes D e E, e 27% da classe C”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.
Já a estimativa da prevalência de acordo com a renda econômica da família é de 15,2% para as classes D e E, 13,9% na classe C e 9,3% nas classes B e A.
A pesquisa do inquérito sorológico começou com o público adulto no dia 10 de junho e tenta descobrir, por amostragem, quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus na cidade. O exame sorológico avalia a presença de anticorpos específicos (IgM/igG). Portanto, identifica casos passados da doença. Ele é usado para monitorar a porcentagem da população que já teve contato com o vírus.
Crianças e jovens nas fases D e E formam a maioria dos contaminados por Covid-19 em SP
Divulgação
A presença de anticorpos no organismo não significa que a pessoa está imune à doença. Pesquisadores ainda estudam qual é a taxa de anticorpos necessária para que o indivíduo se torne imune e também quanto tempo esta imunidade pode durar.
Outra característica que continua em evidência nesta fase do inquérito sorológico é a maior contaminação entre a população preta e parda.
“Essa é uma prevalência que também já se repetia no inquérito dos adultos, há uma prevalência grande de crianças de raça preta e parda de 17,8% e de crianças de cor branca de 13,7%, significa que a gente tenha cerca de 30% de crianças de raça preta e parda [com a doença] do que branca”, disse Aparecido.
A pesquisa mostra a prevalência da infecção do vírus da Covid-19 em crianças e adolescentes de 4 a 14 anos da rede municipal. Foram coletadas amostras de 6 mil alunos dos três ciclos: ensino infantil, alunos 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. A coleta foi realizada entre os dias 6 e 10 de agosto.
Profissionais da saúde coletam amostras de sangue de crianças e jovens da rede municipal de SP para investigar infectados pelo coronavírus
Divulgação
Assintomáticos
Mais de 64% das crianças que testaram positivo para o coronavírus na cidade de São Paulo foram assintomáticas, aponta mapeamento feito pela Prefeitura de São Paulo em crianças e adolescentes de 4 a 14 anos.
Os resultados fazem parte do inquérito sorológico realizado pela gestão municipal e foram apresentados no início da tarde desta terça-feira (18) pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, em coletiva de imprensa virtual.
Segundo a gestão municipal, os dados demonstram o risco que retomada das aulas presenciais representam para as famílias e comunidade escolar.
Com base em tal análise, o prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que as escolas municipais não serão reabertas em setembro, conforme autorizado pelo governo do estado para as cidades que estão na fase amarela do plano de flexibilização econômica.
“A retomada às aulas, nesse momento, para a Prefeitura de São Paulo, significaria a ampliação do número de casos, ampliação em consequência do número de internações e do número de óbitos aqui na cidade de São Paulo, razão pela qual, na cidade de São Paulo, nós não teremos o retorno das aulas em setembro, como o estado autorizou de reforço com apenas 35% das salas funcionando. Isso não ocorrerá na cidade de São Paulo”, disse Bruno Covas.
Ainda segundo o prefeito, a determinação é válida não apenas para a rede pública municipal.
“Estamos falando de uma decisão que vale pra toda área de educação da Prefeitura de São Paulo. Claro que cabe ao prefeito e ao secretário de educação organizar as escolas municipais na retomada das aulas, mas as decisões municipais, elas são para todos. Então nós não teremos o retorno as aulas na cidade de São Paulo.”

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By Midia ABC

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