Farmácias de alto custo de Campinas têm alta de 1,2 mil atendimentos mensais em 2020


Levantamento da Secretaria de Saúde do Estado mostra alta na média mensal em comparação com 2019. Foram 75,3 mil registros por mês este ano, contra 74,1 mil no ano passado. Farmácias de alto custo de Campinas têm alta de 1,2 mil atendimentos mensais em 2020
As duas Farmácias de Medicamentos Especializados (FME) de Campinas (SP), conhecidas como farmácias de alto custo, registraram, juntas, uma média mensal de 75,3 mil atendimentos este ano. São 1,2 mil registros a mais por mês do que o computado em 2019.
De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o ano passado teve uma média mensal de 74,1 mil atendimentos. Em 2018, foram 73,2 mil no período.
Pacientes de 42 cidades
As duas unidades, localizadas na Unicamp e no bairro Ponte Preta, são responsáveis por concentrar os pedidos de pacientes das 42 cidades do Departamento Regional de Saúde da 7ª Região (DRS-7).
“Os remédios mais demandados incluem imunossupressores, analgésicos, medicamentos cardiovasculares esclerose múltipla, entre outros”, informou a Saúde, por nota.
Aumenta o número de pacientes que buscam remédios de alto custo nas farmácias de Campinas
Reprodução/EPTV
Atendimento online
A farmácia da Ponte Preta, no entanto, já conta com serviço por aplicativo, “Remédio Agora”, que responde por 90% dos atendimentos no local. Por meio do serviço, é possível fazer agendamento para retirada do medicamento, e o paciente ainda recebe um aviso sobre a disponibilidade.
“Já houve cerca de 6 mil adesões e 11 mil agendamentos. Hoje 90% dos atendimentos já ocorrem por meio do app, que permite atendimento em aproximadamente 15 minutos. ”
Após o pedido feito, no geral, pessoas das cidades que compõem a regional precisam ir até Campinas para retirar a medicação. As exceções são os 8 mil idosos e pacientes com comorbidades cadastrados na unidade, que são contemplados com a entrega domiciliar.
Reflexos da Covid-19
A alternativa do aplicativo tem o objetivo também de reduzir as aglomerações nas farmácias, por causa da pandemia do novo coronavírus.
Paciente do grupo de risco para Covid-19, a aposentada Adriana Silva Carmo precisa da medicação para tratar esclerose múltipla. Ela passou a receber as caixas em casa durante a pandemia do novo coronavírus.
“Realmente algumas vezes a gente chegava lá e não havia o remédio. Tudo mudou agora, eu estou recebendo em casa. Está funcionando o serviço. A gente depende dele para viver”, disse.
Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus
Arte/G1
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By Midia ABC

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