
Família teve plantações de abobrinha e chuchu prejudicadas por conta da falta de chuva. Município enfrenta tempo seco há cerca de 70 dias, diz serviço de meteorologia. Tempo seco prolongado afeta produção de alimentos em Ribeirão Preto, SP
No sítio da família do produtor rural José Carlos Festuccia em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP), a falta de chuva tem causado danos à agricultura. Por conta da seca, as plantações de abobrinha e chuchu foram prejudicadas. O calor e o vento forte também influenciam negativamente a produção.
“A seca, na verdade, atrapalha quase tudo. Atrapalha as nascentes, porque abaixa a água. Atrapalha as plantações que a gente faz, porque fica muito empoeirado e a planta gosta que molha a folha. Está faltando umidade do ar. As plantas sentem a falta. Tem muita folha amarela”, diz.
Em Ribeirão Preto, segundo a Somar Meteorologia, não chove há 72 dias. Em pleno inverno, o município e a região registram temperaturas elevadas, acima dos 30ºC.
Sítio em Ribeirão Preto (SP) enfrenta baixa produção agrícola por conta da estiagem
Chico Escolano / EPTV
Para amenizar os impactos nos seis alqueires da família, Festuccia tem um sistema de irrigação que puxa a água de uma mina. Mas, com a seca, a vasão diminuiu.
Atrelado a tudo isso, o produtor rural também enfrenta dificuldades causadas pela pandemia de Covid-19, que também afetou o mercado do campo com a crise financeira e a paralisação de algumas atividades.
“Fica difícil. Ainda mais esse ano que parou tudo. Não estamos colhendo muito por causa da seca e ficou tudo fechado por conta dessa pandemia. A gente vai vendendo um pouquinho ali, um pouquinho aqui para ir sobrevivendo”, conta.
Sistema de irrigação em sítio de Ribeirão Preto (SP)
Chico Escolano / EPTV
Água vermelha
Cenário nada bom também para a esposa do José Carlos, a dona Antônia Vilma Festuccia. Ela não aguenta mais ver a casa suja por conta da poeira e as queimadas na região na quarta-feira (19) só pioraram a situação.
“Quando vem ventania, suja muito a gente. É muita sujeira. A gente fica tudo suja, a casa suja. Ontem mesmo aqui dava até vergonha para quem chegava”, relata.
Na hora do banho, ao invés da limpeza, os moradores da casa podem sair até mais sujos. “Sai aquela água marrom, quase vermelha. A coisa é feia. Se na cidade suja demais, aqui, então, é mais ainda”, diz.
Dona Antônia reclama de sujeira em sítio de Ribeirão Preto (SP)
Chico Escolano / EPTV
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