
Alto Tietê, que faz parte da sub-região leste da Grande SP, está classificado na fase amarela desde o dia 13 de julho. Atualização do plano foi divulgada pelo governo estadual nesta sexta-feira (21). O Alto Tietê foi mantido na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização econômica, que teve mais uma atualização divulgada pelo Governo Estadual nesta sexta-feira (21), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na capital.
A partir da próxima segunda-feira (24), portanto, será a sétima semana seguida em que a região, que faz parte da sub-região leste da Grande São Paulo, juntamente de Guarulhos, ficará na fase amarela, considerada a Fase 3 do plano de retomada.
A fase amarela prevê o funcionamento dos seguintes setores:
shoppings centers, galerias e estabelecimentos congêneres, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com o funcionamento permitido de praças de alimentação apenas ao ar livre ou em áreas arejadas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
comércio, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
serviços, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
bares, restaurantes e similares para consumo local, somente ao ar livre ou em áreas arejadas, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico. Para cidades que estão há 14 dias ou mais na fase amarela, é permitido o funcionamento até as 22h;
salões de beleza e barbearias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica, com capacidade limitada a 30%, horário reduzido a oito horas, agendamento prévio com hora marcada, permissão apenas de aulas e práticas individuais e adoção dos protocolos geral e setorial específico;
eventos, convenções e atividades culturais, desde que a região esteja classificada na fase amarela há pelo menos 28 dias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, controle de acesso, venda apenas on-line e hora e assentos marcados, assentos e filas com distanciamento mínimo, proibição de atividades com público em pé e adoção dos protocolos geral e setorial específico.
Reclassificação do Plano SP nesta sexta-feira (21)
Reprodução/Governo de SP
Vale lembrar que, nesta semana, o Governo de São Paulo anunciou que shoppings, restaurantes, comércios de rua, escritórios, entre outras atividades comerciais poderiam ampliar o horário de funcionamento de seis para oito horas em cidades que estão na fase amarela. A mudança nas regras do plano foi feita por meio de decreto e vale a partir desta sexta-feira.
De acordo com o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, mesmo com a autorização do Estado, os prefeitos têm autonomia para aplicar a medida e decidir se e quando a mudança será adotada.
Histórico do Alto Tietê no Plano São Paulo
Inicialmente, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.
A partir do dia 15 de junho, a região passou para a fase laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.
Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a Fase 3 – Amarela, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.
Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança. Ao completar 28 dias, a reabertura do setor cultural também foi permitida, desde que fossem seguidos os critérios de segurança. Na ocasião, porém, o setor cultural do Alto Tietê avaliou que ainda era cedo para retomar as atividades presenciais.
O Plano São Paulo
Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.
Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:
ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
total de leitos por 100 mil habitantes;
variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
Fase 2 – Laranja: Controle
Fase 3 – Amarela: Flexibilização
Fase 4 – Verde: Abertura parcial
Fase 5 – Azul: Normal controlado
Alto Tietê faz parte da região “Grande SP Leste” no Plano São Paulo de retomada econômica
Reprodução/TV Globo
Cenário da Covid-19 no Alto Tietê
Nesta quinta-feira (20), o Alto Tietê ultrapassou 20 mil casos confirmados de Covid-19. Mogi das Cruzes é a cidade mais populosa da região e também a que apresenta o maior número de casos confirmados da doença, com 6.121.
A região registrou, nesta quinta-feira, mais sete mortes pelo novo coronavírus. As últimas mortes foram uma em Arujá, uma em Ferraz de Vasconcelos, uma em Itaquaquecetuba, uma em Mogi das Cruzes e uma Poá, além de duas em Suzano. No acumulado desde o início da pandemia a região tem 1.125 óbitos causados pela doença.
Nesta quinta-feira, os hospitais estaduais do Alto Tietê registraram uma média de ocupação de 59,3% nos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19.
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Plano São Paulo segue sem mudanças no Alto Tietê, que permanece na fase amarela pela sétima semana seguida
