Mais de 1,2 mil árvores da Floresta Edmundo Navarro de Andrade em Rio Claro têm risco de queda


Objetivo do manejo é deixar as visitações mais seguras quando o parque, que está fechado desde 21 de março por causa da pandemia, for reaberto. 1.270 árvores da Floresta Edmundo Navarro em Rio Claro têm risco de queda
A Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA), em Rio Claro (SP), iniciou o processo de retirada de 1.270 árvores caídas ou com risco de queda, sendo que 90% delas são eucaliptos.
O objetivo do manejo é tornar as visitações mais seguras assim que o parque, que está fechado desde 21 de março por causa da pandemia, for reaberto.
O local com 2.230 hectares é utilizado para a prática de esportes e lazer para quem curte a natureza. Em dias normais, cerca de 4 mil pessoas frequentam o local e 2 mil só aos finais de semana.
“Aqui é uma floresta que foi plantada e, principalmente, com árvores de eucalipto e como uma floresta plantada ela precisa de manejo, ela precisa de cuidado”, disse o monitor ambiental Érick Teixeira Rodrigues.
90% das árvores comprometidas na FEENA em Rio Claro são eucaliptos
Paulo Chiari/EPTV
A decisão de remoção só foi definida após um estudo realizado no começo do ano comprovar a existência de riscos de quedas.
“Nossa equipe multidisciplinar faz uma avaliação mais visual, então para identificar se uma árvore, principalmente de eucalipto, está morta ou não a gente avalia a copa dela. Se ela estiver totalmente sem folhas e com galhos secos é um grande indício de que ela está morta. A gente também avalia o tronco, se tem algum ataque de fundo ou de algum animal que a gente consegue avaliar visualmente”, explicou o monitor.
Ainda de acordo com Érick, o grau de inclinação da árvore também é analisado. “A gente tem alguns equipamentos como régua a laser, que a gente consegue medir a inclinação da árvore e a partir disso definir se ela está em risco ou não.”
Madeira reaproveitada
Madeiras de árvores mortas que estão sendo retiradas da Feena em Rio Claro serão reaproveitadas
Paulo Chiari/EPTV
Além de preservar o meio ambiente e minimizar o risco de acidentes, a ação, que foi planejada, não irá descartar a madeira. Os troncos e galhos serão reaproveitados.
“Apesar de ser uma árvore morta em pé, a madeira ainda tem um valor comercial seja para um uso mais nobre que seria na construção civil até um uso menos nobre que seria a lenha. Os cortes já iniciaram e a gente pretende até o final do ano estar zerando”, disse o gestor da floresta Rodrigo Campanha.
Campanha explicou que o trabalho de manejo é contínuo e que, possivelmente, quando essa etapa for finalizada outras áreas serão mapeadas e um outro levantamento realizado. “Possivelmente outra ação igual a essa.”
O gestor da floresta ressaltou que a retirada de determinadas árvores foi aprovada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). “Dentro do plano de manejo da floresta que vem de 2005, existe um plano de manejo florestal e de recuperação de áreas degradas.”
Mais de 1,2 mil árvores da Floresta Edmundo Navarro em Rio Claro têm risco de queda
Paulo Chiari//EPTV
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By Midia ABC

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