Ginásio Municipal de Mogi poderá ser utilizado como hospital de campanha, em caso de novo pico da Covid-19 na cidade


Estrutura montada na Avenida Cívica começou a ser desmontada nesta segunda-feira (31), após três meses de atividade. r
Hospital de campanha de Mogi das Cruzes encerra atividades
Três meses após o início das atividades, o Hospital de Campanha de Mogi das Cruzes encerrou as atividades nesta segunda-feira (31). Como plano B para o caso de uma segunda onda de contaminação do novo coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde pretende utilizar o Ginásio Municipal como uma estrutura de retaguarda.
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O titular da pasta, Henrique Naufel, disse que o ginásio já deu o suporte para o Hospital de Campanha, com a montagem das camas, em preparo de alimentação, vestiários e outros serviços.
“Nós pedimos ao secretário de transporte, o Nilo [Guimarães] que mantivesse para a gente da saúde, porque se tiver uma segunda onda, o Ginásio Municipal será o equipamento utilizado como hospital de retaguarda”, pontua Naufel.
Desde o dia 24 de maio, quando foi inaugurado, o Hospital de Campanha de Mogi registrou 496 internações, das quais 453 pacientes tiveram alta, 41 foram transferidos e as últimas duas pessoas fizeram hoje uma avaliação para serem liberadas. Durante esse período, nenhuma morte por Covid-19 foi registrada no local, segundo a pasta.
“É um saldo bastante positivo. Foi um aparelho bastante necessário para a cidade no momento de pico, que foi maio e junho, em que nós sofremos muito com essa doença”, diz o secretário.
Ginásio Professor Hugo Ramos deve ser mantido à disposição da Secretaria de Saúde de Mogi
Thiago Fidelix / Globoesporte.com
Ainda segundo o secretário, nesta segunda-feira a cidade tinha no total de 63% dos leitos da Covid-19 ocupados. Nos hospitais públicos, a ocupação era de 73% na UTI e 75% na enfermaria.
A estrutura custou aos cofres públicos mais de R$ 2,8 milhões, com capacidade para 200 leitos, mas apenas 50 foram utilizados. A redução no número de casos confirmados e de óbitos provocados pelo novo coronavírus, foi determinante para o fechamento do hospital temporário.
Vários equipamentos médicos já foram retirados do local. “Equipamentos de suporte, soro, estão sendo redistribuídos. Nessa semana que começa, a gente está redistribuindo e abrindo a UPA de Jundiapeba, também com materiais que nós já tínhamos adquirido. Nós temos camas desmontadas na caixa, que poderão ser utilizadas em asilos e para a maternidade que está sendo construída. Nada será perdido, tudo será utilizado”, diz o secretário.
A população e até alguns profissionais da saúde não gostaram da notícia do fechamento do hospital de campanha. Muitos ainda se sentem inseguros com a pandemia, que não acabou.
“Deveria ficar por mais tempo e fazer mais propaganda no bairro, não só no Centro”, avaliou a vendedora Silmara Santos Carvalho.
A enfermeira Maria Quadros diz que, como enfermeira, ela acredita que ainda não é o momento de tirar. “Deveria deixar mais alguns meses, até o final do ano, porque a gente não sabe se vai ter mais um pico”, diz.
O secretário disse também que a empresa contratada para fazer a montagem da estrutura vai ser a responsável pela desmontagem. Os custos desse serviço estão incluídos no contrato de prestação de serviço firmado com a prefeitura e já foram pagos.
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By Midia ABC

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