Moradores de Diadema temem novos acidentes após queda de caixa d’água

CDHU colocou terra para conter a caixa de água e evitar que a estrutura mexa novamente, após moradores da região perceberem movimentação na estrutura que caiu na Grande São Paulo. Dois dias após caixa d’água desabar em Diadema, moradores de condomínio seguem sem água
Moradores de um conjunto habitacional em Diadema, na Grande São Paulo, temem novos acidentes após a queda de uma caixa de água gigantesca no último dia 23 de agosto. O acidente ainda é investigado pela polícia.
Ninguém ficou ferido. O acidente ocorreu na Avenida Afonso Monteiro da Cruz, na altura do número 1778, no bairro de Serraria. A Defesa Civil interditou o local.
No final de semana, moradores da região acionaram a Prefeitura e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), responsável pela obra, após sentirem uma movimentação no terreno e na estrutura. Eles teme novos acidentes na região.
A CDHU colocou terra para conter a caixa de água e evitar que a estrutura mexa novamente.
A entidade disse que entregou para a Prefeitura de Diadema os documentos para a emissão de um alvará necessário ao andamento da obra. A remoção da caixa de água do local só será feita após aval da Defesa Civil.
A caixa d’água ficava em cima de dois conjuntos habitacionais e é um de dois reservatórios que abasteciam os condomínios, mas os dois sistemas já estavam desativados. Uma das caixas d’água já tinha sido demolida no começo do ano.
Na tarde desta segunda-feira (31), a CDHU identificou também um vazamento de gás em abrigos para botijões em um dos blocos do condomínio onde a caixa de água caiu.

O Consórcio Nor Brasil, responsável pela obra, foi acionado para solucionar o problema.
Desabamento
Imagens divulgadas pela polícia mostraram o desabamento da estrutura de uma caixa d’água, que amassou diversos carros que estavam estacionados próximos ao local. A construção ficava em frente ao condomínio e antigamente servia para abastecer um conjunto da companhia, junto com outra caixa d’água semelhante, que já havia sido demolida.
Um documento obtido pela TV Globo mostra que a Prefeitura de Diadema já tinha determinado a paralisação da obra e que o consórcio contratado pela CDHU retomou o serviço sem autorização.
A empresa GG Demolidora não tem registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e, em tese, não poderia fazer aquele tipo de obra.
A CDHU informou que contratou o consórcio NOR Brasil para fazer a demolição de duas caixas d’água desativadas, que antigamente abasteciam os três prédios do conjunto habitacional e a que caiu estava em processo de demolição.
Estrutura de caixa d’água desaba em Diadema, na Grande SP, e amassa carros

By Midia ABC

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