
Passageiros usaram estação provisória e conviviam com dificuldades de acesso e alagamento em dias de chuva. Após dez anos de atraso, começou a funcionar nesta terça-feira (1º) a nova estação Francisco Morato, da Linha 7- Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Grande São Paulo.
A Linha 7-Rubi, que liga a estação da Luz à Jundiaí, funcionou de forma provisória por dez anos. As obras foram anunciadas em 2009 e deveriam ter sido entregues em 2010.
A nova estação tem 6 mil m² de área construída e três plataformas de embarque e desembarque. De acordo com a CPTM, no local, foi construído um sistema de contenção de água da chuva para evitar enchentes.
No local, era comum ver tapumes, andaimes e coberturas que funcionavam de forma improvisada. A estação não tinha acessibilidade e os passageiros tinham dificuldade para embarcar no trem. Em dias de chuva, a estação ficava alagada e era fechada.
Segundo a CPTM, as obras da estação foram paralisadas pela Justiça em 2014, a pedido da empresa vencedora e que só com o fim do processo judicial a CPTM foi autorizada a fazer a nova licitação. O contrato não continuou, porque a empresa desistiu das obras.
Uma nova licitação foi feita em 2016 após revisão do projeto original. Em 2017, o governo estadual investiu R$ 114 milhões na obra e repassou mais R$ 1,3 milhão para a Prefeitura de Francisco Morato construir escadas rolantes do terminal de ônibus, que é integrado com a estação.
Segundo o governo, a Linha 7-Rubi é a mais extensa da CPTM, com 60,5 km (entre a Estação Luz até Jundiaí). O maior trecho, de 39 quilômetros, liga a Luz a Francisco Morato.
Estação provisória de Francisco Morato, apelidada de “estação da lata”
Reprodução/Rede Noticiando
Nova estação Francisco Morato da CPTM é entregue com dez anos de atraso
