
O fato de as crianças ou os adolescentes dividem espaço com os agressores reduz o número de denúncias, de acordo com a conselheira Thaisy Ferraz. Conselhos Tutelares continuam com serviços durante a pandemia
O trabalho dos conselhos tutelares em todo país não foi paralisado por causa da pandemia do coronavírus. Mesmo com a quarentena, ainda não há registros de aumento de casos de abusos.
Segundo a conselheira tutelar Thaisy Ferraz, de Mogi das Cruzes, o trabalho da instituição está sendo dobrado durante a pandemia para resguardar as crianças e adolescentes que já passaram por situações de abuso. “Estamos indo nas casas dos casos que já tínhamos, para monitorar a situação. Além dos casos que estão chegando agora, que também precisam de acompanhamento”, explica.
O fato de as crianças ou os adolescentes dividem espaço com os agressores reduz o número de denúncias, de acordo com a conselheira. “A maioria das denúncias são dos vizinhos”, ressalta Thaisy Ferreira.
Thaisy Ferreira é conselheira tutelar em Mogi das Cruzes.
Reprodução/ TV Diário
As pessoas devem procurar o conselho tutelar em casos de violência física e psicológica, abuso sexual, exploração sexual, entre outras situações. “Às vezes a mãe está gritando com a criança e as pessoas acham normal, mas não é. Futuramente a criança pode desenvolver algum transtorno mental, então estamos aqui para prevenir isso”, explica Thaisy Ferraz.
Ainda segundo a conselheira tutelar, a suspensão das aulas presenciais e a diminuição das idas aos hospitais pode impactar no número de denúncias. “Sabemos que tem muitas crianças e adolescentes sofrendo, mas não está chegando até nós e não podemos trabalhar com o caso”, ressalta.
As pessoas podem fazer denúncias pelas redes sociais, como Facebook e Instagram. “Se as pessoas denunciarem pelas redes sociais, teremos contato com a denúncia e vamos verificar. Todo o contato que chega para nós é tratado de forma anônima”, explica Thaisy Ferraz.
O conselho tutelar também atende presencialmente nas unidades de Brás Cubas, Jundiapeba e Centro. “Se o caso dor grave, a pessoa pode procurar uma das unidades imediatamente, mas se não for algo urgente, pode ligar e marcar horário para o atendimento”, ressalta a conselheira tutelar.
Trabalho dos conselheiros tutelares continua durante pandemia
