Daee interdita rua de Pedreira para construção de barragem a partir desta quinta; veja desvio


Rua Padre Francisco Salvino será parcialmente bloqueada, mas haverá uma passagem para que moradores e comerciantes da região possam se locomover pelo local. Construção da barragem de Pedreira (SP) deve abastecer 20 cidades da região de Campinas (SP)
EPTV
Com o avanço da construção da barragem de Pedreira (SP), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) interdita parcialmente, a partir desta quinta-feira (10), a Rua Padre Francisco Salvino. O acesso ao trecho será permitido apenas aos moradores e comerciantes da região.
Com o bloqueio de um trecho da via, motoristas que trafegam pelo local deverão utilizar um desvio provisório que tem início na Rua Padre Francisco Salvino, na altura do nº 1.167, e vai até a Estrada Maria Pinto Razzoli, próximo da ponte sobre o rio Jaguari, na divisa com Campinas (SP). [Veja arte abaixo]
Os motoristas que chegam de Campinas também devem utilizar o desvio a partir da Estrada Maria Pinto Razzoli, conforme sinalização instalada.
De acordo com o Daee, haverá sinalização especial para orientar os motoristas. Em caso de dúvidas, as pessoas podem entrar em contato pelo telefone (19) 3893-1042 ou pelo e-mail [email protected].
Mapa da mudança no tráfego de veículos para a construção de uma barragem em Pedreira (SP)
Divulgação/DAEE
A barragem
O projeto aprovado após a crise hídrica de 2014 prevê abastecimento de 5 milhões de moradores nas 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O primeiro prazo para as obras ficarem prontas era 2016 e, depois, mudou para 2018. Contudo, a falta de verba atrasou o início da construção, que deve durar 28 meses, segundo a assessoria do Daee.
O reservatório receberá um investimento estimado em R$ 550 milhões e vai ocupar uma área de 3 km². Algumas famílias e comércios próximo ao local deixaram a região.
A obra chegou a ser embargada pelo prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes Jr. (PSB), e pela Câmara de Vereadores em fevereiro de 2019, sob alegação da inexistência de estudos sobre os impactos sociais e ambientais, além da falta de um projeto de desassoreamento do leito do Rio Jaguari.
Mesmo com o bloqueio, o Daee retomou as obras em março. A justificativa do órgão na época era a de que, segundo a Procuradoria Geral, a prefeitura não pode embargar obra autorizada pelo estado.
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By Midia ABC

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