Levantamento foi feito pela Rede Nossa São Paulo entre os dias 22 e 31 de agosto com 800 pessoas. Dados foram divulgados nesta quinta-feira (10). 81% dos paulistanos não concordam com volta às aulas ainda neste ano, diz pesquisa
A maioria dos moradores da cidade de São Paulo é contra a volta às aulas presenciais este ano, segundo pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria o Ibope, divulgada nesta quinta-feira (10).
De acordo com o levantamento, 81% dos entrevistados consideram inadequada a reabertura das escolas e creches na cidade. Ao todo, foram entrevistadas 800 pessoas entre os dias 22 e 31 de agosto.
Para a maioria dos entrevistados, o retorno representa elevado risco à saúde dos estudantes, professores e funcionários, uma vez que não será possível possível manter o distanciamento social entre as crianças.
Eles também afirmam não acreditar que existam protocolos seguros para a comunidade escolar.
Entre os 15% que consideram a volta às aulas adequadas, os principais motivos são: a retomada das atividades em outros setores e a necessidade de voltar a uma suposta normalidade.
Os entrevistados também destacam que o fechamento das escolas prejudica os mais pobres, aumentando desigualdades entre alunos das redes pública e privada.
Em nota, a secretaria municipal da Educação informou que ainda está estudando novos protocolos com a área de saúde para a retomada das aulas presenciais.
O texto diz ainda que a pasta vai dar início ao processo de compra de kits de higiene, máscaras, termômetros e protetores faciais — que serão distribuídos aos alunos e servidores quando as aulas voltarem.
No início de agosto, um levantamento feito pela Prefeitura de São Paulo apontava que 78% dos pais de alunos da rede municipal são contra a volta às aulas na cidade.
Atividades de reforço
Nesta terça-feira (8), escolas públicas e privadas do estado de São Paulo reabriram para aulas de reforço escolar, tutoria e atividades esportivas. A medida foi autorizada pelo governo em regiões que estejam na fase amarela do plano de flexibilização econômica há, pelo menos, 28 dias.
A retomada das aulas presenciais está prevista para o dia 7 de outubro em todo o estado. Segundo o último levantamento da Secretaria Estadual de Educação, apenas 128 dos 645 municípios de SP reabriram as escolas para oferecer atividades de reforço.
Na cidade de São Paulo, a reabertura das escolas para atividades de reforço foi proibida pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).
Em entrevista à GloboNews na manhã desta terça-feira (8), o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, disse que prefeitura ainda estuda qual o melhor momento para a reabertura das escolas na capital.
“Nós trabalhamos com a data de 7 de outubro. A Prefeitura de São Paulo vai entender como seguro o retorno as aulas quando tivermos uma redução expressiva do numero de casos na cidade de são paulo, uma redução expressiva do número de óbitos na cidade de São Paulo e, principalmente, uma redução muito forte da taxa de transmissão. Quando estas três informações estiverem convergindo, estiverem com uma tendência inequívoca de queda, aí sim será seguro abrir as escolas na cidade de São Paulo”, afirmou Caetano.
A decisão, conforme já havia informado o prefeito Bruno Covas (PSDB), deve ser anunciada no próximo dia 15, após resultado da nova etapa do inquérito sorológico, mapeamento feito pela prefeitura para tentar identificar quantos alunos da rede pública e privada já tiveram contato com o coronavírus.
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