75% das reclamações ao Procon ligadas à Covid-19 em São Paulo são contra o setor de turismo

Das mais de 7 mil reclamações durante a pandemia na cidade de São Paulo, quase 6 mil foram contra agências de viagem e companhias aéreas. Maiores problemas são sobre dificuldade de conseguir reembolso de viagens canceladas. Procon-SP aplicou mais de R$ 28 milhões em multas durante pandemia
A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) recebeu mais de 7 mil reclamações durante a pandemia do coronavírus na cidade de São Paulo. Deste total, 75% foram contra agências de viagem e companhias aéreas.
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Durante a pandemia, o Procon-SP aplicou mais de R$ 28 milhões em multas no estado para fornecedores que cometeram infrações de diversos tipos, como ausência de preços de produtos na prateleira, produtos expostos com data de validade vencida, e objetos comprados pela internet que chegam danificados.
Só na capital foram registradas 7.612 reclamações diretamente ligadas a Covid-19 de março até o dia 20 de agosto, que resultaram em multas que somam R$ 5 milhões.
Do total de reclamações ligadas ao período de quarentena, 3.986 foram contra agências de viagens e 1.726 contra companhias aéreas.
Reclamações contra o setor
As reclamações contra o setor de turismo mostram que nem todas as empresas facilitaram o canal de comunicação com os consumidores.
A viagem do aposentado Temístocles Faria para o Caribe já estava planejada para as férias em família e com os amigos. A pandemia cancelou a viagem, e começaram os problemas com a agência de turismo. Desde março, ele tenta o reembolso ou a remarcação do hotel, mas sem sucesso.
“A empresa disse que aumentaria a equipe, 500 pessoas para nos atender, mas, pelo que eu vi, acho mandaram 500 pessoas embora. Você ficava mais de uma hora esperando no telefone, com aquelas musiquinhas chatas, a linha caía e nada”, disse o aposentado.
“Você fica frustrado, chateado, desanimado. Dinheiro para eles não falta, agora falta pra nós. Nós, que somos aposentados, assalariados… Nós vamos pagar a conta?”, questionou Faria.

By Midia ABC

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