
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o preço do litro do óleo de soja aumentou 14,18% no mês de agosto em comparação com julho deste ano. Consumidores sentem aumento no valor do óleo de soja
As altas nos preços do óleo de soja e outros produtos essenciais para a alimentação dos brasileiros está impactando não só no orçamento familiar, mas também de empresas e empreendedores que utilizam os itens diariamente.
A feirante Viviane Higajo , de Mogi das Cruzes,vende pastéis e apenas quando está na feira de Brás Cubas gasta 22 litros de óleo. Por semana, eles trabalham em mais de quatro feiras. Depois do aumento no litro do óleo de soja, os gastos para manter o funcionamento aumentaram.
“Antes pagávamos R$ 3,80 no óleo, agora estamos pagando quase R$ 6,00. O aumento foi bem considerável, estamos procurando os óleos em atacadistas ou mercados grandes, para pegar caixas fechadas, porque a unidade nos mercados pequenos está muito cara”, explica a feirante.
Por causa da pandemia do novo coronavírus, as vendas de pastéis caíram bastante e a feirante resolveu não repassar o aumento do preço do óleo para os clientes.
“Com a pandemia, teve uma pequena queda nas vendas durante a semana, mas estamos segurando o preço porque as pessoas estão sem dinheiro para pagar e pastel. Não é um item essencial”, conta Viviane Higajo.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o preço do litro do óleo de soja aumentou 14,18% no mês de agosto, em comparação com julho deste ano.
Já em uma cozinha industrial são fornecidas refeições para três empresas e o impacto financeiro dó deve ser calculado em 2021. A nutricionista Dinalva Luci Gomes conta que o contrato com os clientes é reajustado anualmente.
“Ainda não repassamos o valor, vamos tentar no próximo contato, porque com as empresas, os reajustes são anuais. Só vamos conseguir repassar isso em janeiro”, explica a nutricionista.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o preço do litro do óleo de soja aumentou 14,18% no mês de agosto em comparação com julho deste ano.
Reprodução/TV Diário
Para fazer as 150 refeições por dia, foi preciso realizar adaptações e buscar alternativas para usar menos óleo de soja.
“Diminuímos 50% o uso do óleo mudando as preparações. A tecnologia na cozinha industrial nos permite as mudanças, com a diminuição das frituras, assando ou grelhando os alimentos. Mas mesmo assim, os custos aumentaram porque cada dia o óleo está um preço no mercado”, relata Dinalva Luci Gomes.
Quem precisa do óleo de soja para cozinhar no dia a dia, também sentiu a diferença no preço e no orçamento familiar.
“Eu achei muito caro, porque estava R$ 3,60,e passou para R$ 5,20. Está difícil para comprar o óleo, o arroz e o feijão. Acabamos reduzindo a quantidade da compra, para trazer um pouco de cada item”, conta Zema Cunha.
“Eu estou substituindo por outras coisas, como cozinhar no vapor, para tentar dar uma economizada. Dona de casa sempre encontra métodos, mas que faz falta, faz sim”, completa a assessora parlamentar Maria Cristina Santana.
Alta do preço de óleo de soja gera impactos para empresas e empreendedores
