Covas libera retorno às aulas presenciais para universidades e reabertura das escolas para atividades de reforço em outubro


Prefeito divulgou anúncios durante coletiva virtual no início da tarde desta quinta-feira (17). Retomada das aulas regulares para estudantes de 0 a 17 anos segue indefinida. Coletiva da Prefeitura de SP
Reprodução/YouTube
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), autorizou a retomada das aulas presenciais para alunos do ensino superior a partir do dia 7 de outubro. A decisão vale para o ensino público e privado na cidade.
No Ensino Infantil, Fundamental e Médio, a reabertura foi autorizada apenas para atividades de reforço na mesma data. A definição sobre a retomada das aulas regulares e reabertura das creches, entretanto, só deve ser divulgada em novembro.
“Não tem mais sentido com os dados que nós temos continuar a proibir o ensino superior na cidade de São Paulo. E em relação aos alunos de 0 a 17 anos, de responsabilidade do município, estado e rede privada, vamos liberar a partir de 7 de outubro as atividades extracurriculares”, disse Covas durante coletiva de imprensa virtual nesta quinta (17).
Resumo dos anúncios:
Ensino Superior: Liberado retorno presencial em novembro
Ensino Médio: Liberado para atividades de reforço em outubro
Ensino Fundamental: Liberado para atividades de reforço em outubro
Ensino Infantil: Liberado para atividades de reforço em outubro
Os anúncios foram feitos no início da tarde desta quinta-feira (17), durante coletiva virtual da gestão municipal para divulgar dados da nova etapa do inquérito sorológico feito em alunos da rede pública e privada.
De acordo com o levantamento, mais de 244 mil alunos das redes pública e privada já tiveram contato com o vírus da Covid-19 na capital paulista e 66% são assintomáticos. A terceira fase do inquérito sorológico entre crianças e adolescentes aponta que 16,5% dos alunos possuem anticorpos do novo coronavírus.
Pelo cronograma de reabertura do governo estadual, a retomada das aulas presenciais está prevista para o dia 7 de outubro, desde que 80% da população do estado esteja na fase amarela do plano de flexibilização econômica há 28 dias.
No estado, as escolas foram autorizadas a reabrir para aulas extra-curriculares, acolhimento e educação física no dia 8 de setembro. Apesar da liberação do governo estadual, as prefeituras têm autonomia para decidir quando e se irão reabrir.
Na capital, Covas vetou a reabertura na data após resultado do inquérito sorológico realizado em agosto em crianças e adolescentes apontar que 64% dos infectados desse público foram assintomáticos.
Na semana passada, Covas e o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, visitaram uma escola na Zona Leste da cidade para acompanhar a instalação dos protocolos e medidas de segurança preparatórios para a reabertura.
Debate
Pesquisa da Rede Nossa São Paulo divulgada na ultima quinta (10) apontou que 81% dos moradores da capital paulista são contrários ao retorno das aulas presenciais na cidade.
Nesta quarta (16), o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo divulgou uma nota pública dizendo que acha precipitado o retorno às atividades presenciais nas escolas tendo em vista os dados atuais sobre a Covid-19 e os riscos à saúde dos alunos e educadores.
Os sindicatos que representam os servidores da educação temem os riscos da reabertura. Por outro lado, entidades que representam as instituições privadas cobram a liberação para retomada e dizem que a rede particular está preparada para atender aos alunos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Unicef e a Unesco – braços da ONU sobre infância educação – divulgaram recentemente um documento dizendo que a volta às aulas deve ser prioridade na reabertura das economias.

By Midia ABC

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