Atividades físicas, dormir bem e alimentação rica em ômega 3 ajudam a prevenir o Alzheimer, diz médico

O Dia Mundial do Alzheimer é comemorado nesta segunda-feira (21) para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Escolas do Alto Tietê oferecem atividades para trabalhar a memória
O Dia Mundial do Alzheimer é comemorado nesta segunda-feira (21) com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Um neurologista explica que alimentação rica em ômega 3, exercícios físicos e dormir bem ajudam a evitar a doença (veja detalhes abaixo).
Em Mogi das Cruzes, uma escola ensina exercícios mentais. O ábaco é um antigo instrumento de cálculo em sistema decimal. Dizem que essa espécie de calculadora do passado surgiu mais de 5500 anos antes de Cristo.
O instrumento pode ser considerado uma estratégia na hora de aprender a fazer contas, estimular o foco e a atenção concentrada. Para os idosos, o aparelho ajuda a fortalecer a memória.
Assim como os exercícios físicos são importantes para o corpo, ao longo da vida é preciso estimular e trabalhar a memória. Algumas atividades podem ajudar a inclusive prevenir e minimizar os impactos do Alzheimer.
A aposentada Nilza Moretti Ariza se matriculou em um curso de ginástica para o cérebro. “Eu não me preocupava muito no tema desse mês”, diz. “Agora eu vejo que é importante conservar as memórias, principalmente das coisas boas”, continua.
Nilza perdeu o marido há cinco anos e agora está recuperando a alegria de viver. Por isso, as atividades para o cérebro têm sido importantes.
“Eu toquei órgão durante muito tempo, e meu marido gostava de ouvir. Quando ele faleceu, eu fechei o órgão e nunca mais abri para tocar. Depois das aulas, eu voltei a tocar, estudar e é muito satisfatório, porque a família toda gostou”, conta.
Segundo a gestora Andréa Pires de Siqueira, o curso tem o objetivo de manter o cérebro ativo. “Busca sempre aumentar a reserva cognitiva que temos e fortalecer as conexões neurais”, explica.
O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, que se manifesta pela deterioração cognitiva da memória. A doença compromete de forma progressiva as atividades diárias e provoca uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Para Andréa, o mês conhecido como setembro roxo serve como um alerta para o surgimento da doença.
“O Alzheimer é desconhecido. Existe um estigma em cima disso, então as pessoas não tocam no assunto demências. Se ninguém fala, não tem como saber os sinais da doença para diagnosticar ou retardar os efeitos com atividades, como a ginástica do cérebro. Para trabalhar o cérebro, a pessoa pode ler, assistir um filme e escrever sobre ele. O cérebro precisa de novidade e de variedade com desafio crescente”, explica a gestora.
Sinais e prevenção
Segundo o neurologista Saulo Nardy Nader, é preciso ficar alerta para a ocorrência de episódios de esquecimento, como esquecer nomes de pessoas próximas, se perder no caminho e repetir diversas vezes a mesma história. Idosos acima de 60 anos têm mais chances de desenvolver a doença.
“Existem também as formas de Alzheimer que começam no jovem adulto. É bem mais raro, mas o mito de que a doença só afeta os idosos não é verdadeiro”, explica o neurologista.
O principal exame para diagnóstico do Alzheimer é o clínico, onde o neurologista e o neuropsicólogo avaliam os exames para entender como está a memória do paciente. “Existem exames de imagem que ajudam no diagnóstico”, ressalta o neurologista.
De acordo com Nader, a reserva cerebral é um conjunto de fatores que protegem o cérebro para não desenvolver a doença no futuro. “Previne o Alzheimer a pessoa dormir bem, pelo menos 7 horas de sono por noite, fazer atividade física frequente e a dieta do mediterrâneo, rica em ômega 3, também previne. O estresse também influencia, se a pessoa tem uma carga emocional desgastada pode aumentar a chance de ter a doença”, orienta.
O Alzheimer não tem cura e é uma doença progressiva. “Independentemente do que as pessoas façam, a doença vai piorar, mas é possível desacelerar a progressão. Também conseguimos atuar nos sintomas. Por exemplo, é comum a pessoa apresentar um quadro depressivo no começo ou dormir mal, em alguns casos pode ficar até agressiva ou agitada, e as medicações surgem para contornar os sintomas e proporcionar uma qualidade de vida melhor”, explica o neurologista.

By Midia ABC

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