Mais de 40 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil


Referência em transplantes na região, Unimed Sorocaba lança campanha de conscientização. Esse é o tamanho da fila de espera por um transplante no Brasil
Unimed Sorocaba/Divulgação
Mais de 40 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO). Quase a população de uma cidade como Salto de Pirapora, ou a lotação de um estádio de futebol.
Na contramão desse número, está a quantidade de procedimentos realizados no primeiro semestre de 2020: apenas 8.897. Um reflexo da pandemia que assola o mundo todo.
Essas são algumas informações que estão presentes na campanha “Diga Sim – Para transformar a espera em esperança”, da Unimed Sorocaba. A ideia é apresentar, de forma didática, a dificuldade de quem espera por um transplante e a importância de ser um doador.
Diga Sim: Mais de 40 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil
Negativa familiar
Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente metade das famílias de possíveis doadores diz não para o procedimento. Segundo a legislação brasileira, só é possível realizar a retirada dos órgãos mediante a autorização do cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo maior de idade, até o segundo grau.
Seja por falta de entendimento do processo ou por medo, muitas vidas deixam de ser salvas por conta de um não. Por isso, a campanha Diga Sim enfatiza a importância de se conversar sobre o assunto com a família.
“A doação de órgãos não precisa ser um tabu. Por mais que toque em um assunto delicado como a morte, é também sobre a vida. As pessoas que aguardam um órgão dependem de um sim para melhorar sua condição de saúde e, na maioria dos casos, para continuarem vivas”, comenta o diretor presidente da Unimed Sorocaba, Dr. Gustavo Ribeiro Neves.
Uma única pessoa pode salvar várias vidas ao doar coração, fígado, rins, pulmão, córnea, ossos, entre outros órgãos. O procedimento é absolutamente seguro e só é realizado depois de constatada a morte encefálica, uma situação irreversível, por meio de análise de médicos e de exames clínicos.
Há também a possibilidade de ser um doador em vida ao doar medula óssea, rim e partes do fígado, pâncreas e do pulmão.
Transplante durante a pandemia
A pandemia de Covid-19 causou um impacto significativo no número de doadores em 2020. Só no primeiro semestre, a queda foi de 61%, em comparação a 2019, segundo dados da ABTO. A Anvisa e o Ministério da Saúde elaboraram notas técnicas com recomendações para que o procedimento não fosse paralisado.
Há a obrigatoriedade de alas separadas para o transplante, testes do tipo RT-PCR em doadores e receptores e a contraindicação da captação em doadores com a Covid-19 confirmada ou com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars).
Mesmo com a queda, a Unimed Sorocaba teve razões para comemorar ao bater seu próprio recorde, em julho deste ano. Seguindo todas as recomendações para o período, o Centro de Transplantes do Hospital Dr. Miguel Soeiro registrou a sua maior marca de transplantes em uma única quinzena, ao realizar quatro transplantes de rim e dois de fígado.
Considerada de alta complexidade, os procedimentos exigem uma equipe multidisciplinar preparada com cirurgiões, anestesistas, equipes de enfermeiros, além de uma infraestrutura hospitalar complexa. Até setembro de 2020, foram realizados 1.321 transplantes de órgãos no hospital. Muitos deles foram feitos com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando pessoas que não eram clientes da Unimed Sorocaba.
O Hospital Dr. Miguel Soeiro, pertencente à Unimed Sorocaba, é também o único hospital privado, de caráter não filantrópico, do interior de São Paulo, autorizado a realizar transplantes autólogos e alogênicos de medula óssea para pacientes cobertos com recursos do SUS. Diferentemente, dos outros órgãos, não há fila de espera para esse tipo de procedimento no estado.
Hospital Dr. Miguel Soeiro, pertencente à Unimed Sorocaba, é referência para os procedimentos de transplante de órgãos no estado
Unimed Sorocaba/Divulgação
Veja quais os tipos de transplantes já realizados pelo Centro de Transplantes do Hospital Dr. Miguel Soeiro:
Córnea: 750
Fígado: 208
Fígado-rim: 2
Medula óssea autólogo: 256
Medula óssea alogênico: 23
Coração: 21
Ósseo (tecnicamente denominado tecido ósteo-condro-fáscio-ligamentoso): 45
Rim (intervivos): 4
Rim (doador falecido):12
A doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade, capaz de salvar várias vidas. Quer saber mais? Acesse o site da campanha Diga Sim da Unimed Sorocaba.

By Midia ABC

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