
Candidato do PSOL quer investir 3% do orçamento municipal em cultura e criar programa Renda Solidária com benefício de R$ 350 mensais. Boulos em Guaianases, Zona Leste de São Paulo
Tatiana Santiago/G1
O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, visitou a região de Guainases, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta terça-feira (29) e prometeu, se for eleito, investimentos de 3% do orçamento da cidade em cultura, especialmente nas periferias.
“Aqui em Guainases não tem uma sala de teatro, aqui não tem uma única sala de cinema, as bibliotecas estão sucateadas e sem investimento. A Casa da Cultura, que é um equipamento importante da região para centralizar e fomentar projetos culturais recebe R$ 20 mil por mês em um dos bairros mais populosos da cidade”, afirmou.
Ele prometeu abrir bibliotecas no período noturno na periferia para proporcionar cultura à população que não tem acesso durante o dia.
Boulos andou pela Rua Salvador Giannini, no Centro de Guainases, distribuiu panfletos para os eleitores e usou o nome da sua vice, a deputada federal Luiza Erundina, para angariar votos. Acompanhado por apoiadores que representam coletivos na região, Boulos provocou aglomeração por onde passou.
Enquanto discursava chegou a ser rebatido por um popular que chamou suas promessas de mentirosas. O candidato disse que compreendia a insatisfação do morador, já que os políticos só aparecem nas regiões carentes durante o período eleitoral e prometeu que com ele será diferente.
“Nós não vamos governar dentro de um gabinete com carpete, com ar condicionado, porque nossa cabeça pensa aonde nosso pé pisa, nós vamos governar daqui. A cada dia vamos estar em uma região da cidade diferente, cada dia despachar de uma subprefeitura fazendo com que cada Subprefeitura tenha um orçamento participativo para que a população decida de verdade.”
Boulos em restaurante na Zona Leste
Tatiana Santiago/G1
Renda Solidária
Para amenizar os impactos da crise econômica e social agravada pela pandemia de coronavírus, Boulos prometeu criar um programa de distribuição de renda.
“A nossa principal proposta para poder fazer que na cidade mais rica do Brasil e da América Latina ninguém precise revirar lixo pra comer é já a partir de janeiro garantir a implantação de uma renda solidária para todos os trabalhadores pobres da cidade que estão desempregados e não tem condições de se garantir”, disse.
Segundo Boulos, o combate à corrupção bastaria para investir no programa social. O programa pretende beneficiar 1 milhão de pessoas com renda de cerca de R$ 350 a R$ 400 mensais. O candidato não informou o montante que seria necessário para o programa sair do papel e nem por quanto tempo os beneficiários teriam direito ao recebimento do valor.
