Russomanno defende isolar só idosos e pessoas com doenças prévias caso seja eleito


Candidato do Republicanos à Prefeitura causou aglomeração ao caminhar por ruas da Zona Sul de SP nesta sexta-feira (2) Celso Russomanno (Republicanos) durante agenda de campanha nesta sexta-feira (2)
Bárbara Muniz Vieira/G1
O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) disse nesta sexta-feira (2) que, caso seja eleito, vai adotar o isolamento vertical em combate à pandemia de coronavírus.
O isolamento vertical consiste em isolar apenas o grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças prévias, como diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e pulmonares. Não há comprovações da eficácia desse método e a comunidade científica teme inclusive que ele cause mais mortes.
“O isolamento vertical, ainda mais que a gente está saindo da pandemia, é o ideal. Essa é a realidade. Só não enxerga quem não quer. Vamos separar as pessoas que têm problemas, que são vulneráveis, que têm idade, que são deficientes ou que têm alguma doença que comprometa a saúde delas. O resto está aqui, a realidade do Brasil é isso que vocês estão vendo aqui, não é a realidade que se planta. Fechar o restaurante até as 22h da noite? Até as 22h não pega Covid, das 11 à meia noite pega Covid? São umas coisas insanas”, afirmou Russomanno.
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O candidato andou pelo comércio de Santo Amaro, na Zona Sul da capital, durante agenda de campanha nesta sexta-feira (2). Ele causou aglomeração com a equipe que o acompanhava e apoiadores ao entrar em lojas do comércio local e atender a pedidos de fotos e selfies. Em conversa com a imprensa, disse se preocupar com a aglomeração, mas que não pode “ser mal educado”.
“Me preocupa, me preocupa muito, mas eu não tenho o que fazer. O que eu faço? Eu afasto as pessoas? Eu não posso ser mal educado, tenho de ser carinhoso. As pessoas me veem e elas esperam esse carinho de mim, então eu estou nessa história aqui desde o começo da pandemia”, afirmou.
Celso Russomanno (Republicanos) durante agenda de campanha nesta sexta-feira (2)
Bárbara Muniz Vieira/G1
O candidato voltou a fazer um aceno ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao defender o isolamento vertical e a criticar a gestão João Doria (PSDB) e Bruno Covas (PSDB) no combate à pandemia.
“O que o governo estadual e municipal pregam de aglomeração na periferia não existe isso. Eu estou andando na periferia desde o primeiro dia da pandemia e é assim do jeito que vocês estão vendo. Então é uma falsa impressão de que as pessoas estão mantendo distância umas das outras. Isso não existe na periferia, isso existe na classe média alta. Na periferia as pessoas precisam trabalhar. O governo federal não prega isso [isolamento social], nunca pregou, o federal prega um distanciamento vertical e não horizontal”, afirmou.
Celso Russomanno (Republicanos) durante agenda de campanha nesta sexta-feira (2)
Bárbara Muniz Vieira/G1
O candidato chamou de “insana” a forma de Doria e Covas combaterem a pandemia e criticou o adiamento da volta às aulas presenciais e a diminuição no número de ônibus com aumento do subsídio para as empresas.
“O Doria e o Covas querem voltar com as escolas. Eles prepararam as escolas para voltar? Tem alguma escola que está atendendo às orientações da OMS? Não tem nada. E as escolas particulares que têm essa estrutura, que estão capacitadas eles sequer deixam as escolas decidirem ou os pais. Ah, a criança é vetor? É verdade, mas as escolas particulares criaram mecanismos necessários para fazer e as crianças sem aula, o negócio descoordenado e você olha nas ruas e está isso aqui que você está vendo”, afirmou.
De acordo com a última pesquisa Datafolha, Russomanno lidera a intenção de votos na capital, com 39%. Bruno Covas aparece em segundo lugar, com 20% da intenção de votos. É a terceira vez que Celso Russomanno concorre ao cargo de prefeito de São Paulo.
Celso Russomanno (Republicanos) durante agenda de campanha nesta sexta-feira (2)
Bárbara Muniz Vieira/G1
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