
Reunião virtual entre vereadores e o presidente da autarquia tratou de temas como a ineficácia do rodízio e a falta de opções para moradores que estão sem água há mais de uma semana. Thaís Garbino, moradora da Vila Industrial, bairro onde o rodízio de água vem falhando com frequência: sem soluções
TV TEM/Reprodução
Uma reunião entre vereadores da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Câmara de Bauru (SP) e o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Eliseu Areco Neto, foi realizada de forma remota na manhã desta terça-feira (6) para debater a crise no abastecimento de água que atinge a cidade.
O motivo da convocação foi a grave crise no abastecimento de água que se instalou na cidade desde que a estiagem começou a derrubar os níveis da lagoa de captação do Rio Batalha, que abastece quase 40% da cidade, e a ineficiência do sistema de rodízio proposto pelo DAE desde o último dia 16 de setembro.
Reunião sobre crise da falta d’água termina sem solução de curto prazo em Bauru
O sistema de rodízio, que previa a divisão de bairros em dois grupos para receber água em dias alternados acabou deixando algumas regiões da cidade, como a Vila Celina, por exemplo, há pelo menos sete dias sem nenhum abastecimento.
E foram respostas para essas situações que a comissão da Câmara cobrou do presidente DAE. Na reunião remota, Areco admitiu que o problema é a falta de chuva e as soluções são de longo prazo.
Lagoa de captação do Rio Batalha em Bauru chegou a um dos níveis mais baixos e foi o motivo da decretação do rodízio
Vanessa Aguiar/TV TEM
Sobre o rodízio que não funciona, Areco Disse que DAE tenta amenizar a situação com os caminhões-pipas, mas que atualmente só existem sete disponíveis e que a autarquia procura contratar mais alguns de forma emergencial.
Outro assunto abordado na reunião foi o impacto na conta de moradores que estão sem a água, mas têm os hidrômetros movimentados pela pressão de ar na rede.
Estiagem e calor provocam crise no abastecimento de água em Bauru
Entre as ações de longo prazo, Areco citou soluções como a ativação de poços, adutoras e reservatórios, além da reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA), estrutura que já tem 50 anos.
Questionada, a Prefeitura de Bauru disse em nota que ainda avalia decretação situação de emergência ou de calamidade pública.
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