
Comércios poderão ampliar horário de funcionamento e o número de clientes. Expectativa é de melhora para os negócios nos próximos meses. Avanço do Alto Tietê no Plano São Paulo anima comerciantes
O avanço do Alto Tietê para a fase verde do Plano São Paulo de retomada da economia já anima os comerciantes. Com o anúncio, feito na última sexta-feira (9), os estabelecimentos podem ampliar o horário de funcionamento e o número de clientes.
A queda nos índices de contaminação e de internação pelo novo coronavírus (Covid-19) foram definitivos para essa nova classificação. A expectativa, agora, é de que a mudança reaqueça as vendas e ajude no processo de retomada dos negócios.
O mesanino de uma pizzaria, que fica no Parque Monte Líbano, em Mogi das Cruzes, foi liberado. Com a mudança de fase no Plano São Paulo, o estabelecimento agora poderá acolher uma quantidade maior de pessoas.
Para o chef Antônio Cipullo, além de impactar os negócios, a mudança também deve oferecer mais conforto para os clientes, que agora terão uma hora a mais para desfrutar o espaço.
“Eu fico um pouco mais feliz porque o cliente gosta de ficar um pouco mais conversando. Então a gente não precisa ir lá mandar ele ir embora. É mais interessante a gente deixar a pessoa à vontade um pouco”, comenta.
Vencedor do Campeonato Mundial da Pizza de Parma, etapa Brasil, Cipullo teve que migrar as massas para o sistema delivery durante a fase mais severa do isolamento social.
Dessa forma, o estabelecimento conseguiu movimentar os negócios mesmo com as portas fechadas. No entanto, ele declara que o faturamento ainda não voltou ao normal.
“Não recuperou ainda o que era antes da pandemia, mas está muito melhor do que quando estávamos fechados, claro. A gente não pode reclamar. Aos poucos está retornando”.
“A princípio eu estava preocupado com esses 40%. A preocupação da gente com aglomeração. Graças a Deus, não tivemos muito esse problema. Agora, com 60%, ajuda mais também”, completa.
Ao todo, 76% da população do Estado de São Paulo segue para a fase verde, incluindo a capital. Pela primeira vez, é alcançada a penúltima fase mais branda de uma escala de cinco etapas. Confira o que mudou:
Shoppings e comércio de rua podem abrir por 12 horas e com aumento da capacidade para 60%;
Eventos para até 600 pessoas como convenções, seminários, workshops, palestras e feiras, mas as festas continuam temporariamente proibidas;
Após 28 dias de estabilidade, eventos, convenções e atividades culturais podem ser realizados com público em pé, mas com obrigação de controle e hora marcada;
Bares e restaurantes também podem abrir por 12 horas, com fechamento às 23h. A entrada de novos clientes, no entanto, só poderá ocorrer até 22h;
Salões de beleza e barbearia podem abrir por 12 horas e com aumento da capacidade para 60%;
Academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica podem abrir por 12 horas e com 60% de capacidade.
Para o comércio de rua, a última atualização do plano de retomada da economia veio em um momento importante. A expectativa é de que a ampliação do horário de funcionamento ajude nos próximos meses.
Ronnan tem uma loja de roupas e está animado com as mudanças
Reprodução/TV Diário
Ronnan Moro é proprietário de uma loja de roupas no distrito de Brás Cubas há 10 anos e já está otimista com as vendas de final de ano.
“Toda flexibilização, pra gente que veio de uma pandemia fechada, pra gente é bom. Essa flexibilização atualmente, das 12 horas, o bacana é que vai emendar com o Natal. Então creio que essa flexibilização seja para facilitar as vendas de final de ano”, diz o comerciante.
Assim como outros comerciantes, ele está vivendo um momento delicado e de muitas incertezas. Porém, apesar desse cenário, diz que identificou sinais de recuperação desde a reabertura do comércio na fase laranja.
“Graças a Deus assim, quando a gente voltou à ativa, não teve uma diferença muito grande de antes da pandemia, mas a gente está escutando muitos comentários de pessoas desempregadas”, aponta.
“No final de ano a gente espera não ter quedas devido ao que está acontecendo atualmente. A esperança é a última que morre”.
O consumidor apoia a flexibilização e vê vantagens, inclusive, para os cuidados com a saúde, como explica a professora Andrea Aldana.
“Eu acho que para o cliente ajuda. Ajuda bastante porque, na verdade, o horário era reduzido, porém, tumultuava muito os comércios. Fico mais segura de ir nos horários, assim, você passa, vê o horário que está menos cheio e acaba adentrando os comércios”, destaca.
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