A decisão do PSD de escolher o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em vez de Eduardo Leite para concorrer à Presidência da República tem impacto imediato no cenário político do Rio Grande do Sul. Uma das consequências é que o governador permanece no cargo até o final do ano – se fosse disputar a Presidência, teria que renunciar até o próximo sábado (4). Com isso, o vice e pré-candidato ao Palácio Piratini, Gabriel Souza (MDB), perde a oportunidade de atuar como governador durante a campanha.
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Na prática, assessores avaliam que essa decisão é mais favorável: Gabriel fica mais livre para fazer campanha enquanto Leite continua gerenciando o governo, inclusive questões polêmicas como as concessões de rodovias. Leite afirmou nesta segunda-feira (31) que se dedicará a eleger seu sucessor.
Outro reflexo é a definição da chapa MDB/PSD, que terá Gabriel Souza como candidato a governador e Ernani Polo (ex-PP, agora no PSD) como vice. Os candidatos ao Senado pela chapa serão o ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o deputado estadual Frederico Antunes (ex-PP, agora no PSD).
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Chapa da direita
A candidatura de direita, com o deputado federal Luciano Zucco (PL) na cabeça, também está definida. Deve ser confirmado em breve que a deputada estadual Silvana Covatti (PP) será a vice de Zucco na disputa pelo governo do Estado. Os candidatos ao Senado pela chapa serão os deputados federais Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL), conforme definido ainda no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Chapa da esquerda
No campo da esquerda ainda há indefinição. O comando nacional do PT defende um palanque único para o presidente Lula no Rio Grande do Sul, mas PT e PDT ainda estão longe de um consenso. Tanto Edegar Pretto (PT) quanto Juliana Brizola (PDT) não abrem mão de liderar a chapa. No último fim de semana, Juliana afirmou que concorrerá ao Piratini com ou sem apoio do PT. Pretto também indica que não está disposto a ser vice de Juliana, que tem melhor desempenho nas pesquisas. Os candidatos ao Senado devem ser Manuela D’Ávila (Psol) e Paulo Pimenta (PT).
