Nesta terça-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, anunciou que sua equipe jurídica entrou com um pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a publicação de uma pesquisa eleitoral conduzida pelo instituto AtlasIntel.
A pesquisa em questão revela uma diminuição na intenção de voto em Flávio e um aumento na sua rejeição, especialmente após a divulgação de um áudio onde o senador conversa com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Os advogados do pré-candidato argumentam que a metodologia utilizada pelo instituto compromete a fidedignidade dos resultados apresentados.
Segundo a nota divulgada, “a sequência das perguntas, a maneira como os temas são apresentados e as associações feitas entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master distorcem e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a veracidade dos dados obtidos”.
O levantamento realizado pela Atlas/Bloomberg também indica que 51,7% dos eleitores brasileiros que tomaram conhecimento das comunicações entre Flávio e Daniel Vorcaro acreditam que há indícios de envolvimento do senador em questões relacionadas ao escândalo do Banco Master. Essa pesquisa está registrada sob o número BR-06939/2026.
A defesa de Flávio Bolsonaro ressalta que o questionário contém estímulos que associam seu nome ao empresário e ao banco, influenciando as respostas antes mesmo das perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.
Para os advogados, a pesquisa falhou em manter a imparcialidade necessária, configurando o que qualificaram como um “precedente manipulativo grave”.
“Pesquisas eleitorais devem ser realizadas seguindo critérios técnicos rigorosos, assegurando transparência, equilíbrio e imparcialidade para não se tornarem ferramentas de manipulação da opinião pública”, afirma a coordenação jurídica da campanha pré-eleitoral.
Além do pedido para suspender imediatamente a divulgação da pesquisa por meio da liminar, a representação solicita que o tribunal investigue possíveis práticas de crime eleitoral. A defesa argumenta que, dada a gravidade das falhas metodológicas apontadas, há um risco significativo na divulgação de uma pesquisa considerada fraudulenta.
