Estado do Rio Grande do Sul alerta sobre ebola e recomenda agilidade a hospitais em casos suspeitos

Nesta quarta-feira (3), a Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul emitiu uma nota técnica referente à doença Ebola, visando orientar os serviços de saúde no estado.

O documento fornece diretrizes sobre como proceder em casos de suspeita de infecção pelo Ebola, abrangendo desde a detecção precoce até a notificação, investigação epidemiológica e medidas de controle de infecções.

“Atualmente, não há nenhum caso suspeito sob investigação no país”, informou Marcelo Vallandro, diretor-adjunto do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS). Ele enfatizou a importância do monitoramento contínuo da situação para minimizar os riscos e garantir que as ações de saúde sejam realizadas de forma coordenada e eficiente.

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Notificação e Isolamento em Casos Suspeitos

Conforme a nota técnica, quando houver suspeita de Ebola, os serviços de saúde devem comunicar imediatamente à vigilância epidemiológica municipal.

Uma vez recebida a notificação, o município é responsável por organizar as ações com a vigilância epidemiológica estadual para gerenciar o atendimento ao paciente.

É essencial que o paciente seja isolado rapidamente e que a equipe de saúde tenha acesso restrito até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizará o transporte para um hospital designado.

A Doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em maio, o Ebola como uma emergência de saúde pública que gera preocupação internacional. O vírus está provocando surtos em nações como Uganda e República Democrática do Congo, localizadas na África.

O agente causador da doença é o Bundibugyo (Orthoebolavirus bundibugyoense), que é considerado altamente grave e possui uma taxa de letalidade entre 30% e 50%, com base em surtos anteriores registrados.

O tempo de incubação varia entre 2 e 21 dias, sendo que a transmissão geralmente ocorre após o início dos sintomas. Conforme destacado na nota, “a transmissão se dá através do contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados, além de superfícies contaminadas (fômites)”.

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Sintomas

Os primeiros sinais da doença são pouco específicos e podem ser confundidos com outras enfermidades. Entre os sintomas iniciais do Ebola estão febre, fadiga intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta.

À medida que a doença avança, podem aparecer outros sinais como manifestações gastrointestinais, disfunção orgânica e casos graves podem resultar em hemorragias.

“Até agora, não existem vacinas autorizadas ou tratamentos específicos para o vírus Bundibugyo”, destaca a nota.

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Número de Mortes e Casos Confirmados

Até esta quinta-feira (4), foram registradas 60 mortes e 344 casos confirmados na República Democrática do Congo. Em Uganda, foram contabilizados 15 casos com uma morte confirmada.

No Brasil, dois casos suspeitos foram investigados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, ambos descartados. Os pacientes haviam viajado para a África antes da chegada ao país.

By Midia ABC

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