
De acordo com o Plano SP, cidades que permanecem na fase amarela por 28 dias seguidos podem retomar atividades culturais com público sentado; capital optou por aguardar fase verde. O Alto Tietê permaneceu, pela quarta semana consecutiva, na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização das atividades, que teve mais uma atualização divulgada pelo Governo do Estado nesta sexta-feira (7).
No próximo domingo, a região completará 28 dias na fase, período que, de acordo com o plano, permite a retomada de eventos, convenções e atividades culturais como museus, galerias, acervos, centros culturais e bibliotecas, cinemas, teatros, salas de espetáculos, entre outros com público sentado e lugar marcado.
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Para as regiões que estiverem permitidas e optarem pela retomada dessas atividades, o Plano São Paulo prevê determinações de segurança, como funcionamento com capacidade limitada a 40% por no máximo seis horas diárias, distanciamento de 1,5 metro entre assentos.
Também é orientada a venda de assentos marcados e horários pré-agendados pela internet, suspensão do consumo de alimentos e bebidas, controle de acesso, controle da lotação máxima, além da adoção de protocolos gerais e específicos para o setor.
Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (7 de agosto).
Divulgação/Governo de SP
Na capital, que está na fase amarela desde o dia 29 de junho e que, portanto, já havia alcançado o período de estabilidade necessário para a retomada dessas atividades culturais, o prefeito Bruno Covas anunciou, duas semanas atrás, que teatros e cinemas só seriam reabertos quando o município alcançasse a fase verde.
A permanência do Alto Tietê na fase amarela também mantém o funcionamento dos seguintes setores:
shoppings centers, galerias e estabelecimentos congêneres, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos;
comércio, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos;
serviços, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos.
bares, restaurantes e similares para consumo local, com ocupação máxima de 40% da capacidade dos assentos, em ambientes abertos ou ventilados, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor. Nesta semana, o Governo do Estado autorizou que esses estabelecimentos funcionem até as 22h, e não mais até as 17h, como previsto anteriormente, em regiões que estão há 14 dias na fase amarela;
salões de beleza, com ocupação máxima de 40% da capacidade, funcionamento máximo por seis horas diárias, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor;
academias, com ocupação máxima de 30% da capacidade, funcionamento máximo por seis horas diárias, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor. No caso das academias, devem ocorrer apenas atividades individuais, com agendamento prévio para os clientes, os equipamentos devem ser limpos ao menos três vezes ao dia, e o uso dos chuveiros dos vestiários precisam ser suspensos, mantendo apenas banheiros abertos.
Histórico do Alto Tietê
Inicialmente, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.
A partir do dia 15 de junho, a região passou para a laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.
Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a fase amarela, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.
Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança.
Plano São Paulo
Para dar início à reabertura das atividades no estado, em 1º de junho, o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS).
A Grande São Paulo foi subdividida em cinco regiões (além da própria capital) e o Alto Tietê faz parte da sub-região leste, que, além das dez cidades da região, inclui também o município de Guarulhos.
A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma das regiões. Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:
ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
total de leitos de Covid-19 por 100 mil habitantes;
variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
Fase 2 – Laranja: Controle
Fase 3 – Amarela: Flexibilização
Fase 4 – Verde: Abertura parcial
Fase 5 – Azul: Normal controlado
Cenário da Covid-19 no Alto Tietê
Entre quarta e quinta-feira desta semana, o Alto Tietê registrou mais oito mortes provocadas pelo novo coronavírus, além de 351 novos casos e 652 pacientes recuperados. No total desde o início da pandemia, a região tem 1.019 óbitos, 15.732 casos confirmados da doença e 9.203 recuperados.
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Alto Tietê segue na fase amarela do Plano SP pela quarta semana seguida; estabilidade permite reabertura de cinemas e teatros
