Alunos da Unicamp mapeiam ONGs de Limeira e conectam autônomos a novos clientes para amenizar impacto da pandemia


Por meio de doações, grupo busca comprar produtos de pequenos empreendedores e repassar a entidades assistenciais. ‘Fechamento’ de repúblicas reduziu renda de diaristas. Estudantes da Unicamp de Limeira fazem campanha para ajudar trabalhadores autônomos
Alunos das faculdades do campus de Limeira (SP) da Unicamp criaram um projeto para tentar, por meio de doações e mapeamento da comunidade, amenizar os impactos da pandemia do novo coronavírus nas vidas de pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos, como diaristas.
A iniciativa começou com um mapeamento das organizações não governamentais (ONGs) que prestam assistência na cidade. Foram levantadas as demandas de produtos e mantimentos dessas entidades.
Por meio de doações, o grupo de estudantes busca comprar os produtos em estabelecimentos de pequenos empreendedores para repassar às ONGs. A medida também dá fôlego aos pequenos produtores.
“A gente mapeou as organizações sociais aqui de Limeira e procurou o que elas precisavam de doação, de auxilio, e aí a gente pega esses materiais de pequenos empreendedores para que a gente possa fomentar esse comercio deles”, resumiu a estudante Daniela Maria de Souza Evangelista.
Grupo de estudante da Unicamp cria projeto para auxiliar trabalhadores autônomos em Limeira
Wesley Justino/EPTV
Ajuda a autônomos
Outra frente do projeto é conectar diaristas e trabalhadores que fazem reparos e outros clientes. Isso porque, com a suspensão das aulas por conta da pandemia, muitos estudantes voltaram para as cidades de origem e esvaziaram repúblicas.
O movimento de retorno afetou diretamente a renda de quem presta serviço aos estudantes. É o caso da diarista Antônia Barbosa Cruz, que tinha cinco repúblicas e outros cinco apartamentos como clientes fixos.
“A minha rotina era muito agitada, eu saía de casa 7h30, 8h e chegava 20h, 20h30. Para conseguir vaga na minha agenda era muito complicado porque eu trabalho em cinco repúblicas e cinco apartamentos. Depois de tudo isso a coisa ficou bem difícil mesmo”.
A trabalhadora indica que a dificuldade supera o fator econômico e atinge também a parte emocional. “Você tem uma vida agitada, uma vida em que você levanta todo dia às 5h e vai dormir 22h. De repente, essa semana mesmo, eu fiquei em casa quase a semana toda”.
“Quando eu consigo um bico, vou mesmo”, afirma a diarista.
Leonardo Pontes, outro estudante que participa do projeto, afirma que outra meta é gera empatia. “A gente se entender, se pôr no lugar do outro e entender porque a gente precisa está lá e prestar esse tipo de serviço”.
Diarista Antônia Barbosa Cruz trabalha em repúblicas de Limeira
Wesley Justino/EPTV
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By Midia ABC

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