
Setor volta a crescer em passos lentos, mas empresários estão otimistas. Na região, eles precisaram se adaptar para manter os negócios caminhando. Pandemia afeta economia do setor de eventos
Alguns setores da economia, aos poucos, estão voltando a trabalhar. O de eventos, no entanto, ainda sente dificuldades. Por causa das restrições provocadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), não é possível realizar festas e celebrações como antes. Mesmo assim, empresários do Alto Tietê dizem que sentem pequenas melhorias na área e esperam que, em breve, voltem a vender como antes.
A pilha de tecidos está parada desde março. Todo o material foi comprado pouco antes da pandemia pela Katerine Telin Araújo, que trabalha com eventos há 20 anos. Ela aluga toalhas de mesa, guardanapos e copos para casamentos e festas de 15 anos. Para conseguir movimentar alguma coisa no caixa, ela começou a vender alguns desses produtos, em quantidades bem menores.
“Ficou todo mundo meio sem saber o que fazer no começo. Foi passando os dias, os meses passando. Primeiro fiquei nervosa, aí depois comecei a pensar em alguma coisa para fazer. Como eu já trabalho um pouco com mesa posta, passou a ser meu primeiro trabalho, porque ele ficava em segundo lugar.
Ela voltou com a locação para eventos há duas semanas. Porém, para quem estava acostumada a fazer de 10 a 15 festas por fim de semana, a realidade ainda está longe do normal. Dos 30 contratos fechados que ela tinha em março, apenas cinco foram cancelados de vez. Uma esperança para, assim que possível, conseguir retomar a rotina.
Apesar das dificuldades, setor de eventos do Alto Tietê enxerga melhoria na retomada e tem expectativa positiva
Reprodução/TV Diário
“As pessoas que trabalham com evento estão todas preocupadas em seguir as normas, fazer direitinho. Eu acredito que o evento tenha que voltar logo, porque são muitas pessoas que dependem. 12% do nosso mercado de trabalho no Brasil depende do evento. Eu espero que isso volte logo”, completa a artesã.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Eventos Sociais, 57% dos trabalhadores do setor estão totalmente parados. Outros 40% estão conseguindo trabalhar, mas tiveram que adaptar o seu negócio. Somente 3% afirmam que estão operando normalmente.
A Taine de Sousa Fernandes faz parte desse grupo de pessoas que continuam trabalhando, mas tiveram que adaptar alguma coisa no negócio. Além de gerente de um buffet de Poá, ela tem uma empresa própria de doces pra festa.
A saída que ela encontrou para continuar vendendo foi criar kits de aniversário para as pessoas comemorarem em casa.
“A gente começou a fazer kits menores. Dos doces que eram vendidos em grande escala, a gente começou a porcionar. A gente começou a vender caixa de doces menores, bolos pequenos, até fazer um kit de festa na caixa. É onde meu cliente pode ter os doces, o bolo. Tudo que a gente produz aqui, para sua comemoração em casa”, afirma Taine.
Até dezembro, ela tem 10 festas programadas. A expectativa é que esse tão falado ‘novo normal’ também chegue para o setor. “A gente voltou a fechar alguns eventos, mesmo não realizando, por enquanto. Mas a gente está com uma expectativa grande para que tudo se resolva, a gente possa começar a fazer eventos de alguma forma”, conclui a confeiteira.
Apesar das dificuldades, setor de eventos do Alto Tietê tem expectativa positiva na retomada
