Apesar de liberação a fase amarela, Mogi das Cruzes não tem prazo de retomada de atividades em espaços culturais públicos


Secretaria Municipal de Cultura afirma que mantém diálogo com os agentes culturais da cidade e que não há demanda por parte da classe artística pela retomada imediata. Palco do Theatro Vasques, em Mogi das Cruzes, ainda ficará sem espetáculos por conta da pandemia do novo coronavírus
Pedro Carlos Leite/G1
Apesar de estar entrando na quinta semana da fase amarela do Plano São Paulo, Mogi das Cruzes não tem expectativa para a retomada imediata das atividades com plateia em espaços culturais públicos da cidade, segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo nesta sexta-feira (7).
As cidades que se mantiveram por 28 dias na Fase 3 – Amarela da quarentena podem retomar atividades culturais com restrições.
A secretaria destacou que vem mantendo diálogo permanente com os agentes culturais da cidade e concluiu que não há demanda por parte da classe artística pela retomada de pronto.
“Entramos em contato com todos que tinham data agendada no Theatro Vasques e também com quem ainda aguardava por datas. Ligamos individualmente para cada um e todos declararam que preferem esperar”, explica o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.
Sartori acrescenta que muitos dos espetáculos agendados eram de escolas infantis de música e dança e que os pais, a princípio, declararam que preferem manter as crianças em ambiente doméstico.
A Secretaria de Cultura ressaltou que, após a retomada das atividades, será feito primeiramente o reagendamento e adequação de todos aqueles que já tinham data e precisaram suspender os espetáculos, em função da pandemia. Na sequência serão feitos novos agendamentos.
Também por isso, foi feita a suspensão dos editais de ocupação de espaços como Theatro Vasques e da Sala Wilma Ramos, que estavam abertos desde o início deste ano e se referiam à ocupação dos dois locais no final deste ano e também começo de 2021.
A Secretaria observou que, em função das restrições ainda existentes e até por uma questão de apreensão por parte das pessoas, o público não deve retornar imediatamente e em caráter integral às casas de cultura. Com isso, pode haver um desequilíbrio entre o aporte feito pelos artistas para as apresentações e o retorno em termos de bilheteria.
Por isso, há um planejamento, no sentido de possivelmente destinar mais de uma data a um mesmo espetáculo. “Se tivermos, por exemplo, uma norma de que poderemos colocar apenas 100 pessoas no Theatro Vasques, pensamos em liberar duas datas para um mesmo espetáculo, para que ele possa atingir sua meta em termos de bilheteria e venda de ingressos”, acrescenta Sartori.
Para equacionar toda essa questão, a secretaria afirmou que articula a abertura de mais um processo de diálogo com o setor, em especial com o público consumidor de arte, para que a reabertura aconteça de forma gradual e cautelosa, priorizando o resguardo à saúde de todos e tendo proporcionalidade na relação entre oferta e demanda de atividades culturais.
Sartori lembra ainda que, apesar de fechado ao público, espaços como o Theatro Vasques não estão com as atividades totalmente paralisadas. Eles têm sido utilizados para a gravação de lives e shows de artistas locais, sem a presença de plateia.
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By Midia ABC

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