
Academias foram liberadas no dia 13 de julho, com restrições, após 111 dias de interdição.Esportes coletivos, com contato físico, ainda aguardam protocolos. Academias de SP continuam com movimento baixo
O movimento nas academias da cidade de São Paulo não voltou ao normal até este sábado (1º), cerca de um mês após a reabertura dos estabelecimentos, autorizada pelo governo do estado com o programa de flexibilização da quarentena contra o coronavírus.
As academias foram liberadas para voltar a funcionar no dia 13 de julho, com restrições, após 111 dias de interdição por causa do combate ao coronavírus.
Ana Carolina Orsalino, educadora física e proprietária de um estúdio de pilates, conta que nem todos os alunos ainda se sentem confortáveis para retornar – antes da pandemia eram cerca de 100 alunos; hoje, 35 continuam com as aulas pela internet.
“Eu falo que esse momento é apenas para pagar as contas. Tem gente que não sabe mexer com o computador, que acabou pedindo para o filho arrumar, então, foi todo mundo se adaptando”, explicou ela, que, paralelamente, adapta o local de trabalho para execução das práticas com segurança.
“A gente tem sorte da sala ser grande, então a gente conseguiu separar bem os alunos, o que trouxe um pouco mais de confiança pra eles voltarem. Tem estúdio pequenininho que não conseguiu separar muito os aparelhos”, continuou.
As academias só podem funcionar com 30% da capacidade, por no máximo seis horas diárias, e apenas para aulas individuais, mediante agendamento. Máscaras são obrigatórias.
A academia de crossfit em que Luciana Martins é sócia também se adaptou. Ela reabriu há 15 dias e contou que os alunos estão voltando com cautela – eram 120, hoje são 80.
“O primeiro dia foi incrível, tudo lotado, depois foi caindo um pouquinho. Na segunda semana já teve um aumento bom, e eu acredito que agora, em agosto, as pessoas vão ter a confiança de conseguir voltar. Porque as pessoas ainda estão com esse medo, né. ‘Será que é seguro?'”, disse à reportagem. “Se dá pra ir no supermercado, que tem a aglomeração, dentro da academia, onde o limite está ali, com cada um no seu quadrado, pode treinar, que está super seguro”, garantiu.
A secretaria estadual de esportes informou que todas as modalidades sem contato físico direto, como vôlei, tênis, hipismo e natação, podem ser realizadas nas regiões que estão na fase amarela do Plano São Paulo, mas sem público.
Os esportes coletivos, com contato físico, ainda aguardam protocolos específicos de segurança. Em nota, a Prefeitura de São Paulo reforçou que atividades como artes marciais e handebol, seguem proibidas até a liberação do governo do estado.
Academias de ginástica voltaram a funcionar no dia 13 de julho na cidade de São Paulo
Reprodução/TV Globo
Regras para academias
Só podem funcionar com 30% da capacidade;
Período máximo de funcionamento de 6 horas por dia;
São permitidas aulas individuais. Atividades em grupo permanecem suspensas;
A entrada deve ser feita com agendamento prévio;
Não será permitido o uso de chuveiros;
Uso obrigatório de máscara de proteção;
Equipamentos devem ser limpos ao menos 3 vezes ao dia.
Plano São Paulo
A quarentena que visa conter o avanço do coronavírus começou no dia 24 de março, quando o governo do estado determinou que continuassem abertos somente setores considerados essenciais: saúde, transporte, segurança, limpeza pública, indústrias, bancos e telemarketing.
Em 1º de junho, o governo iniciou o chamado Plano São Paulo para a reabertura gradual das atividades econômicas em fases. O estado foi organizado em 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS), e a Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 microrregiões. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente de acordo com a classificação das regiões por cores.
No dia 3 de julho, a capital superou as fases vermelha e laranja, e alcançou a Fase 3-Amarela, que autorizou a reabertura de diversos setores, mediante um período de estabilidade e a assinatura de protocolos de segurança pelas autoridades municipais.
Os cinco critérios de saúde que baseiam a classificação são: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), total de leitos por 100 mil habitantes, variação de novas internações em comparação com a semana anterior, variação de novos casos confirmados em comparação com a semana anterior, variação de novos óbitos confirmados em comparação com a semana anterior.
As cinco fases de permissão de reabertura são:
Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
Fase 2 – Laranja: Controle
Fase 3 – Amarela: Flexibilização
Fase 4 – Verde: Abertura parcial
Fase 5 – Azul: Normal controlado
Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (31 de julho).
Divulgação/Governo de SP
Após um mês de reabertura, movimento nas academias de SP segue impactado pela quarentena contra o coronavírus
